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Brasília - O orçamento do
governo para 2008 entregue hoje no Congresso Nacional prevê
despesas de R$ 1,352 trilhão, dos quais R$ 631,6 bilhões
em gastos e R$ 721 bilhões para pagamento de dívidas.
As despesas de
custeio e investimento (discricionárias) chegam a 9,6% do orçamento. Desse total, 34% vão para a saúde;
10,3% para a educação; 10,8% para combate à fome e
3,2% para ciência e tecnologia
As informações
foram dadas pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, em
entrevista coletiva à imprensa. Segundo ele, os investimentos
passam de R$ 76,3 bilhões em 2007 para R$ 92,3 bilhões
em 2008.
Para confeccionar o orçamento, o ministro informou que o governo se baseou nos
seguintes parâmetros: inflação oficial (medida
pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA) de
4% em 2008; crescimento da economia (Produto Interno Bruto – PIB)
em 5%, o que elevaria a soma de tudo o que se produz no país
para R$ 2.744,8 trilhões; dólar a R$ 1,98; salário
mínimo de R$ 407,33 (reajuste de 7,2%) e juros básicos
da economia (Selic) em 10,10% ao ano.
Paulo Bernardo disse
também que o governo reavaliou todas as políticas
sociais e está elaborando um grande projeto para a juventude,
com enfase na qualificação profissional. Segundo ele, o
Programa Primeiro Emprego vai ser reestruturado e incluído no
Programa ProJovem, que será anunciado nos próximos
dias.
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