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2 de Setembro de 2007 - 18h02 - Última modificação em 2 de Setembro de 2007 - 18h02


Observatório de Favelas abre seleção para bolsistas de projeto sobre 20 anos da Constituição

Aline Beckstein
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - Os editais para a seleção de bolsistas do projeto "Uma Agenda para a Democracia e Desenvolvimento Sustentável: Rio Democracia-20 anos", da organização não-governamental Observatório de Favelas, vão ser abertos amanhã (3). O projeto é patrocinado pela Petrobras e conta com apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

A pesquisa pretende levantar, após quase 20 anos da promulgação da Constituição de 1988, quais foram as políticas públicas implantadas, ou não, em favelas e periferias do Rio de Janeiro. Os selecionados deverão coletar informações sobre cultura, segurança pública, educação, assistência social e saúde, trabalho e renda, moradia, transporte e meio ambiente.

Serão selecionados 80 bolsistas de origem popular, com graduação, mestrado ou doutorado, que morem nos municípios do Rio de Janeiro, São Gonçalo e Niterói (região metropolitana), Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Magé, Belford Roxo, São João de Meriti, Nilópolis e Mesquita (Baixada Fluminense).

O coordenador do projeto, Luiz Fernando Azevedo, informou que as comunidades populares pesquisadas serão definidas durante o curso de quatro meses para a capacitação dos bolsistas selecionados. O objetivo é traçar um "panorama" da situação no Rio.

"A idéia é dimensionar em termos numéricos a quantidade de pessoas que não tem acesso a direitos constitucionais", explicou Azevedo. "Quantas, por exemplo, têm que sair de sua comunidade para fazer exames complexos, ou até mesmo sair de seus municípios, o que é muito comum na Baixada Fluminense".

Azevedo disse ainda que a pesquisa irá levantar os pontos mais críticos e os mais desenvolvidos nas comunidades. "Na Cidade de Deus, por exemplo, a parte de educação é precária, por falta de escola de ensino médio. Já em termos culturais e de esporte, há um fortalecimento por conta do trabalho da organização não-governamental Cufa [Central Única das Favelas]", disse. "Nós também vamos separar os benefícios que são trazidos pelos estados e aqueles produzidos por ONGs", afirmou.

A previsão é de que o trabalho de pesquisa esteja concluído em dez meses, e o resultado seja apresentado em no máximo um ano. Os interessados nas bolsas devem ter experiência com pesquisa e trabalho social. O cadastro poderá ser feito até o dia 9 de setembro, na página Internet www.observatoriodefavelas.org.br. Os candidatos também precisam enviar um e-mail com currículo. (Aline Beckstein)

 


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