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Brasília - Um jovem escritor de
obras infanto-juvenis de 24 anos de idade desenvolve, há um
ano, no Rio de Janeiro, um projeto de incentivo à leitura no Complexo do Alemão e no Complexo da Penha. Nesse período,
Otávio de Souza Junior já levou o mundo dos livros para
mais de 2 mil crianças.
O objetivo do projeto “Ler
é 10 – Leia Favela” é democratizar o acesso
ao livro nas comunidades cariocas. Para isso, ele promove encontros
como o Cineminha Literário, uma mostra de filmes para
crianças, e o Lanchinho Literário, que é a
versão infantil dos cafés literários promovidos
por livrarias.
Com uma mala de livros nas mãos,
Junior vai ao encontro das crianças, fala sobre as obras que
transporta e deixa as histórias à disposição
dos pequenos leitores. “As crianças gostam de ler, mas não
são apresentadas à literatura e aos livros de uma forma
adequada”, avalia, comemorando o sucesso que faz com as crianças.
“Elas devoram os livros”.
Para Junior, o preço dos
livros é o principal fator que restringe o acesso à
leitura. “Um bom livro infantil custa em torno de R$ 20, e esse é
o valor do pão para a semana inteira”, lembra o escritor.
Ele considera que o governo federal
tem boa vontade para democratizar o acesso à leitura, mas
falta mais trabalho. “Falta esses projetos saírem do papel e
serem reais”.
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