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2 de Setembro de 2007 - 14h19 - Última modificação em 2 de Setembro de 2007 - 14h19


No Rio de Janeiro, escritor já apresentou a literatura a mais de 2 mil crianças de comunidades

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Um jovem escritor de obras infanto-juvenis de 24 anos de idade desenvolve, há um ano, no Rio de Janeiro, um projeto de incentivo à leitura no Complexo do Alemão e no Complexo da Penha. Nesse período, Otávio de Souza Junior já levou o mundo dos livros para mais de 2 mil crianças.

O objetivo do projeto “Ler é 10 – Leia Favela” é democratizar o acesso ao livro nas comunidades cariocas. Para isso, ele promove encontros como o Cineminha Literário, uma mostra de filmes para crianças, e o Lanchinho Literário, que é a versão infantil dos cafés literários promovidos por livrarias.

Com uma mala de livros nas mãos, Junior vai ao encontro das crianças, fala sobre as obras que transporta e deixa as histórias à disposição dos pequenos leitores. “As crianças gostam de ler, mas não são apresentadas à literatura e aos livros de uma forma adequada”, avalia, comemorando o sucesso que faz com as crianças. “Elas devoram os livros”.

Para Junior, o preço dos livros é o principal fator que restringe o acesso à leitura. “Um bom livro infantil custa em torno de R$ 20, e esse é o valor do pão para a semana inteira”, lembra o escritor.

Ele considera que o governo federal tem boa vontade para democratizar o acesso à leitura, mas falta mais trabalho. “Falta esses projetos saírem do papel e serem reais”.



 


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