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3 de Setembro de 2007 - 19h50 - Última modificação em 3 de Setembro de 2007 - 20h09


Brasil se prepara para oitava troca do contingente militar da força de paz no Haiti

Aloísio Milani
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Marcello Casal Jr/ABr
Porto Príncipe (Haiti) - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, acompanhado do comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, visita as instalações da base brasileira Campo Charlie Porto Príncipe (Haiti) - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, acompanhado do comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, visita as instalações da base brasileira Campo Charlie
Porto Príncipe (Haiti) - As Forças Armadas brasileiras se preparam para a oitava troca do contingente militar que integra a missão de paz das Nações Unidas no Haiti (Minustah).

Pelas regras da missão, os militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica são substituídos a cada seis meses. O Brasil começará a trocar o sétimo contingente no final de novembro.

Atualmente, o contingente é constituído por uma maioria de militares gaúchos. O próximo está sendo treinado no Comando Militar do Leste, em batalhões do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais. O efetivo brasileiro na missão é composto por 1.050 soldados, além de 150 de uma companhia de engenharia.

Segundo o sub-comandante das tropas brasileiras, coronel Tomás Miné Paiva, o contingente tem mudado gradativamente a estratégia de operações militares para operações policiais.

O grupo que está hoje no país tem a missão de consolidar a ocupação de Cité Soleil, maior favela do Caribe e onde permaneciam os principais grupos armados.

"A visão de futuro do batalhão brasileiro, não só deste contingente, mas de todos, é que o policiamento das áreas sejam passados para a Polícia Nacional do Haiti", disse o coronel em uma apresentação ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, ressaltando que essa situação ainda é prematura.

Atualmente, apesar de vários pontos ocupados permanentemente pelos brasileiros em Cité Soleil, somente quatro policiais haitianos fazem patrulhamento na região, de mais de 300 mil habitantes.

Um levantamento do Exército brasileiro no Haiti mostra que a segurança aumentou porque a última operação militar dos brasileiros ocorreu  quase dois meses atrás. Além disso, o último tiro registrado contra os soldados do Brasil foi no dia 7 de março deste ano.

As tropas hoje estão dividas em seis bases pela capital Porto Príncipe. O force commander da Minustah, braço militar da missão, também é brasileiro, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz.



*O repórter viajou no avião da Força Aérea Brasileira (FAB)
 


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