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Marcello Casal Jr/ABr
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Porto Príncipe (Haiti) - Instalações onde os militares brasileiros distribuem comida aos populares
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Porto Príncipe (Haiti) - A força de paz no Haiti deverá ter
prorrogado seu tempo de permanência, em decisão
do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU). O mandato da missão
no país mais pobre das Américas termina, formalmente, no dia 15 de outubro, mas os discursos
das autoridades da ONU e do Ministério das Relações Exteriores já admitem um prazo de atuação de mais três anos, pelo
menos.
Na primeira visita ao Haiti do ministro da Defesa, Nelson Jobim, vários integrantes das Forças Armadas e da diplomacia já falam em
planos para os próximos anos. É o caso do comandante do batalhão de engenharia, coronel
Antonio César Alves Rocha, que fez um pedido para ampliar em cem o número de
integrantes do grupo, para atuar em obras de infra-estrutura, como
drenagem, limpeza de canais, distribuição de água e afastamento de ruas.
O
embaixador brasileiro no Haiti, Paulo Cordeiro, também disse acreditar que a ONU deverá
assegurar uma transição até as próximas eleições do país, em 2010.
De acordo com a assessoria do Ministério da Defesa, dos
7.200 soldados previstos pelo Conselho de Segurança da ONU, atualmente estão
presentes 6.651 militares provenientes de 19 países – Argentina, Bolívia,
Brasil, Canadá, Chile, Croácia, Equador, França, Guatemala, Jordânia, Marrocos,
Nepal, Paraguai, Peru, Filipinas, Siri Lanka, Uruguai, Estados Unidos e
Paquistão.
As diretrizes e as prorrogações da força de paz no Haiti foram formalizadas por seis resoluções do
Conselho de Segurança – números 1.743 (2007), 1.702 (2006), 1.658 (2006), 1.608 (2005), 1.576 (2004) e a primeira delas,
1.542 (2004), editada após a crise que resultou na queda do ex-presidente Jean
Bertrand Aristide, exilado na África há mais três anos. Na última resolução do conselho, a tendência de renovar os
mandatos seguintes da missão aparece registrada nas deliberações.
A Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti
(Minustah) responde atualmente por cerca de 7% do contingente total de
capacetes-azuis distribuídos pelo mundo, em 19 missões de paz autorizadas pelo
Conselho de Segurança. O custo anual de sua manutenção é de cerca de US$ 500
milhões.
* O repórter viajou no avião da Força Aérea Brasileira (FAB)
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