O Brasil completou três anos e dois meses na
liderança das tropas militares que compõem a Missão das Nações Unidas
para Estabilização do Haiti (Minustah).
Nesta terça-feira (4), os
ministros da Defesa e diplomatas das nações que integram a Minustah
vão discutir a situação política do Haiti e a possibilidade de
mudanças na configuração das tropas para subsidiar os debates em seus
países.
O mandato da missão foi renovado várias vezes pelo Conselho de
Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), com elogios à atuação das tropas na segurança do
país e à transição democrática após as eleições gerais. Mas poucas
alterações foram feitas no perfil do braço armado da Minustah,
concentrada em operações militares.
Indagado sobre uma possível
estratégia de saída do Brasil no Haiti, o ministro brasileiro Nelson Jobim disse que
a resposta cabe à ONU, que é a responsável pela missão no Haiti
.
"Não é estratégia do Brasil e sim da ONU. Às vezes, se pensa que nós
é que estamos tomando decisões aqui. Nós temos uma decisão que passa
pela Minustah. A ONU toma essas decisões e nós colaboramos, como
integrantes da ONU, com uma força. E a força está dando resultado. Nesse
primeiro momento, houve a busca da derrocada de grupos desordeiros. E
eles agora, ao que tudo indica, estão paralisados. Não é que estejam
exterminados, mas paralisados", explicou Jobim.
Hoje (3), Jobim visitou as instalações
das tropas brasileiras e participou de uma apresentação feita pelos
comandantes das tropas do Exército, dos fuzileiros navais e da
companhia de engenharia. Depois, conheceu o trabalho das tropas
brasileiras em Cité Soleil, bairro ocupado pelos militares para
desestruturar as gangues armadas. Amanhã, ele participará – com
outros ministros da Defesa e diplomatas – de uma reunião sobre a força
da ONU.
A Minustah
responde atualmente por cerca de 7% do contingente total de
capacetes-azuis distribuídos pelo mundo, em 19 missões de paz
autorizadas pelo Conselho de Segurança da ONU. O custo de sua manutenção
anual é de cerca de US$ 500 milhões. No caso do Brasil, parte desse
dinheiro da ONU reembolsa os gastos das Forças Armadas na missão de
paz.