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4 de Setembro de 2007 - 12h50 - Última modificação em 5 de Setembro de 2007 - 12h32


Presidente da Anac nega ser alvo de pressões e diz que apagão acabou em junho

Luciana Vasconcelos
Repórter da Agência Brasil

 
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Roosewelt Pinheiro/Abr
Brasília - O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, fala à imprensa depois de participar da abertura da reunião do Conselho Nacional de Turismo Brasília - O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, fala à imprensa depois de participar da abertura da reunião do Conselho Nacional de Turismo
Brasília - O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, negou hoje (4) ser alvo de pressões e disse que o chamado apagão aéreo acabou no dia 23 de junho, logo após a Aeronáutica tomar medidas para reduzir atrasos em aeroportos. Uma das medidas adotadas foi o remanejamento de controladores de vôo considerados "lideranças negativas".

"Acho que vocês da mídia divulgam um conjunto de questões. Do ponto de vista das relações, eu não tenho sido pressionado por ninguém. Venho trabalhando o que a gente tem que fazer”, afirmou Zuanazzi, após abertura de reunião do Conselho Nacional de Turismo.

Segundo ele, o tráfego aéreo está tranqüilo desde o dia 23 de junho e os indicadores são muito superiores aos registrados antes do acidente com o avião da Gol, no dia 29 de setembro do ano passado. “Significa que o apagão encerrou em 23 de junho. Os indicadores nas últimas semanas são excelentes. Se não tivermos problema no tráfego aéreo, não há motivos para termos problemas de atrasos e cancelamentos.”

Para Zuanazzi, o brasileiro sempre pôde viajar tranqüilo. “O brasileiro que anda de metrô sempre pôde viajar tranqüilo, que anda de ônibus, sempre pôde viajar tranqüilo também. Agora, se tiver greve, ele vai ter problema”, comparou.

Sobre a indicação de novos diretores para a Anac, o presidente da agência afirmou que nomeação não diz respeito a ele. "Quem indica os diretores é o presidente da República, o Senado faz sabatina e eles dão o mandato.”

Desde o acidente com o avião da TAM, no dia 17 de julho, dos cinco diretores da Anac, dois pediram demissão: o diretor de Segurança Operacional, Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, Jorge Brito Veloso, e a diretora de Serviços Aéreos e Relações com Usuários, Denise Abreu. Os dois alegaram razões pessoais.



 


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