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5 de Setembro de 2007 - 12h52 - Última modificação em 5 de Setembro de 2007 - 13h02


Declaração de Zuanazzi sobre fim da crise aérea foi "infeliz", diz sindicalista

Juliana Andrade
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Proteção ao Vôo, Jorge Botelho, considerou “infeliz” a declaração do presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, de que a crise aérea acabou no dia 23 de junho. Para ele, a solução dos problemas de tráfego aéreo está apenas no início.

“Não [terminou], de maneira nenhuma. Durante os períodos mais agudos, ficou evidente que havia vários fatores causando essa crise na aviação”, disse Botelho, que está em Brasília hoje (5) para conversar com o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Apagão Aéreo na Câmara, Marco Maia (PT-RS).

Zuanazzi afirmou ontem que “o apagão encerrou em 23 de junho”, citando como argumento indicadores de tráfego aéreo. Naquela data, a Aeronáutica divulgou relatório informando que o tráfego aéreo estava voltando ao normal. Um dia antes, havia anunciado o afastamento de controladores de vôo e outras medidas. Menos de um mês depois, no dia 17 de julho, houve o acidente com o Airbus da TAM, que matou 199 pessoas.

As soluções para o tráfego aéreo não podem ser encontradas tão rapidamente, na opinião de Jorge Botelho. “Tem fatores que só a longo prazo, outros a médio, mas a curtíssimo prazo, não há. Esses fatores estão sendo atacados agora pelo ministro [da Defesa, Nelson Jobim], mas estamos no início do processo de solução. Até agora, não podemos dizer que a crise acabou. Foi uma declaração infeliz”.

O presidente do sindicato disse que medidas positivas foram implantadas, como a redistribuição da malha aérea para desafogar o aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Mas frisou que é preciso definir as competências de cada órgão do sistema de aviação civil e estabelecer qual será responsável por cobrar resultados. Ele voltou a defender a desmilitarização do controle de tráfego aéreo.

Botelho disse que os controladores civis confiam em Nelson Jobim. “A postura dele, a maneira como se posicionou, de maneira firme e com autoridade, foi importante para a gente”. Ele disse estar aguardando um convite do ministro para discutir os problemas do setor.

Quanto ao feriado de 7 de setembro, o sindicalista afirmou que nada indica a existência de problemas nos aeroportos. “Nada aponta para isso aí”.

Atualizada para acréscimo de informação sobre o afastamento de controladores.

 


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