Antonio Cruz/ABr
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Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva posa para foto com estudantes, após o lançamento do Programa Integrado de Juventude
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Brasília - Ao lançar hoje
(5) o novo ProJovem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lembrou
que na sua juventude teve a oportunidade que o levou ao cargo mais
importante do país. Lula fez o curso de torneiro mecânico
do Serviço Nacional de Aprendizagem Indústrial (Senai)
e tornou-se metalúrgico. E como profissional ingressou no
movimento sindical, onde surgiu o Partido dos Trabalhadores (PT).
“Para mim, uma
oportunidade como essa me fez chegar à Presidência da
República”, disse para uma platéia repleta de jovens
no Museu da República, acrescentando: “Isso não é
pouca coisa, não é um cargo qualquer”.
O presidente criticou
os governos passados, que segundo ele não investiram em
políticas para jovens. “No Brasil só se nivela as
coisas por baixo. Há pequenez de visão do que significa
isso. Se há 20, 30 anos atrás, os governantes tivessem
feito a sua parte, mesmo que pequenininha, não tínhamos
hoje um estoque imenso de jovens, adolescentes, fora do mercado de
trabalho, da escola e das oportunidades”, afirmou.
“Aparece os pessimistas dizendo: 'Isso não
vai dar nada', 'não vale a pena', 'isso não está
certo'. 'precisa apostar na criança', 'esses adolescentes já
estão perdidos'. É quase uma revoada de aves de mau
agouro querendo que as coisas não dêem certo no país”.
Lula pediu a atenção dos
parlamentares para o projeto de lei que cria o ProJovem, que será
encaminhado ao Congresso Nacional em regime de urgência.
“Certamente o Congresso Nacional pode
aperfeiçoar de forma extraordinária as coisas que
estamos mandando, porque lá tem gente que conhece muito o
problema que vive hoje grande parte da juventude brasileira”,
disse.
O novo ProJovem reúne seis programas já
existentes - Agente Jovem, ProJovem, Saberes da Terra, Consórcio
Social da Juventude, Juventude Cidadã e Escola de Fábrica
– que atendem atualmente 467 mil jovens. Com a unificação,
o governo federal calcula a abertura de 4,2 milhões de vagas,
até 2010, para jovens de 15 a 29 anos, que estão fora
da escola e sem trabalho.