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6 de Setembro de 2007 - 16h23 - Última modificação em 6 de Setembro de 2007 - 17h10


A palavra "desculpas" saiu do dicionário no Brasil, critica presidente

Juliana Andrade e Marcela Rebelo
Repórteres da Agência Brasil

 
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Brasília - Em entrevista a emissoras de rádio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou as denúncias e as investigações contra integrantes do seu governo desde o primeiro mandato. Ao ser questionado, se a saída de ministros após suspeitas de irregularidades teria melhorado seu governo, Lula disse que o procedimento natural é afastar a pessoa do cargo e aguardar o julgamento da Justiça. Contudo, segundo ele, os acusadores deveriam pedir “desculpa” humildemente caso fosse provada a inocência, “porque no Brasil, lamentavelmente, a palavra desculpa saiu do dicionário”.

“As pessoas atacam, mas não têm humildade de pedir desculpas. As pessoas querem um julgamento como se fosse uma coisa, o seguinte, não ter que ter justiça, não tem que ter advogado, é julgar e condenar na hora e não pode ser assim. Nós já vivemos esse período no Brasil e não foi bom para ninguém. Não foi bom, é importante que as pessoas tenham o direito de se defender”, disse o presidente.

Lula fez uma referência ao grupo de políticos, empresários e dirigentes que passou a responder formalmente a uma ação penal no caso mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) – entre eles, José Dirceu, Delúbio Soares, Marcos Valério e Roberto Jefferson. De acordo com ele, é importante ressaltar que até agora não se comprovou que haja “um milímetro de acusação dessas pessoas de dinheiro público”.

“Vamos aceitar a denúncia e vamos fazer as investigações. Agora começou o processo, agora começou verdadeiramente o processo. Agora é que nós vamos ver quem cometeu erros e quem não cometeu erros”, disse.



 


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