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Recife - O Grito
dos Excluídos, movimento promovido há 13 anos em várias capitais do país no Dia da Independência, reuniu mais de cinco mil pessoas em uma caminhada pelas
ruas do centro de Recife, segundo os organizadores do evento.
Um desentendimento entre os participantes da marcha e policiais militares atrasou a saída da mobilização. Os oficiais queriam que os manifestantes
aguardassem a dispersão do desfile oficial para iniciar a caminhada. “Uma negociação evitou atritos e o percurso pôde ser feito
com tranqüilidade, até a Praça do Carmo”, informou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores
em Educação de Pernambuco, Heleno Araújo.
Durante a realização da caminhada, que reuniu donas de casa,
trabalhadores rurais sem terra, sem teto, feministas, professores, militantes
de partidos políticos, além de representantes de movimentos sindicais e de
homossexuais, foram coletadas assinaturas
a favor da reestatização da mineradora Vale do Rio Doce, privatizada em
1997. Domingo é o último dia do plebiscito popular.
Manifestantes também exibiram cartazes com
reivindicações de ampliação das políticas públicas de inclusão social.
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