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Rio de Janeiro - O vice-presidente da República, José
Alencar, defendeu hoje (8) o reaparelhamento das Forças
Armadas para que elas tenham condições de cumprir com
o seu papel na defesa do território
nacional.
“As Forças Armadas estão
trabalhando com objetivo de se atualizar em equipamentos, para manter
as condições de cuidar daquilo que lhes é
atribuído, que é a defesa nacional. Temos 15 mil quilômetros de
fronteira na costa oeste e temos quase um terço do Brasil de
mar territorial, onde está a riqueza, porque dali sai 80% do
petróleo que nós estamos extraindo. Portanto, é
preciso que a Marinha esteja forte, para cuidar dessa região.
E é claro que este plantão tem um custo, mas na falta
dele o custo pode ser maior. Então, é preciso que se
reaparelhe a Marinha, o Exército e a Aeronáutica para
valer”, afirmou.
José Alencar participou da parada naval em
comemoração aos 200 anos do Almirante Tamandaré,
patrono da Marinha, que reuniu 20 navios de 10 países, na Baía
de Guanabara, no Rio de Janeiro.
O vice-presidente defendeu a retomada dos
investimentos na indústria bélica para atender as
necessidades das Forças Armadas Brasileira e de outros países
do continente. “Nós temos indústrias bélicas
no Brasil capazes não só de atender ao reaparelhamento
das três forças, como também para exportar para
outros países, especialmente aqui da região”, disse
José Alencar.
Ele disse ainda que a construção do
primeiro submarino nuclear brasileiro é outra ação
importante na área militar para o país. “Eu gostaria
que saísse, porque nós precisamos dele. O Brasil têm
não só 8 mil quilômetros de costa, como 200 milhas de mar
territorial, além de uma outra área, que amplia isso
para 4 milhões de quilômetros quadrado. Então o Brasil tem que cuidar
disso - é riqueza nacional”, afirmou.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, também
participou das homenagens e disse que está sendo preparado um
projeto estratégico de defesa nacional, um “PAC da Defesa”.
“Nós tivermos um aumento no orçamento
de R$ 6 bilhões, para R$ 9 bilhões, ou seja, R$ 3
bilhões a mais, e ainda teremos uma otimização
de mais R$ 1 bilhão para execução orçamentária.
Afora isso, teremos a elaboração de um projeto
estratégico de defesa nacional. Dentro dele está o
reequipamento das Forças Armadas, mas ligado ao
desenvolvimento nacional, à indústria nacional de
defesa”, disse Jobim.
Segundo ele, tudo isso será trabalhado a
partir da semana que vem. “Logo que o ministro Mangabeira Unger
[Secretaria de Planejamento de Longo Prazo] retornar, nós
teremos uma reunião para definir a metodologia deste processo.
Aí teremos, durante um ano, até 7 de Setembro do ano
que vem, uma definição. Será o PAC da Defesa”,
disse Jobim.
No evento, o ministro da Defesa também
afirmou que foi
superado o atrito recente com militares, que criticaram o
lançamento de um livro pelo governo sobre as vítimas da
ditadura militar, e negou
que tenha terminado a crise na Agência Nacional de Aviação
(Anac).
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