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Brasília - A
criação de uma política nacional para os
resíduos sólidos produzidos no Brasil já foi
tema de uma comissão especial na Câmara dos Deputados.
Para o relator da comissão, o ex-deputado Emerson Kapaz, a
iniciativa do governo em criar uma política nacional é
positiva, mas a proposta apresentada é ampla e precisa ser
aprofundada no Congresso Nacional.
“O governo fez bem em
encaminhar um projeto, mas é importante que se abra de novo
essa discussão no Congresso agregando pontos novos e
analisando detalhes que foram levantados na comissão”,
afirma Kapaz. Na época, ele reuniu 78 projetos de lei que
tramitavam na Casa e os sintetizou num substitutivo do Projeto de Lei
(PL) 203, de 1991, que não chegou a ser votado.
O
ex-deputado destaca, como pontos importantes do projeto enviado pelo
governo, o tratamento de resíduos nos municípios, a
incorporação dos catadores no processo e a
responsabilidade do gerador de resíduo.
Segundo ele, apesar de
a proposta “ferir alguns interesses”, como os dos geradores de
resíduos e de empresas, o momento é mais propício
para debater a questão do que na época em que ele
esteve à frente da comissão (2001 e 2002).
“Hoje a
questão do meio ambiente é muito mais discutida na
sociedade que naquela época. Há um ambiente mais
propício para a aprovação de uma política
de resíduos, mesmo que ela não vá conseguir
agradar a todo mundo”, avalia.
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