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Brasília - A
Política Nacional de Resíduos Sólidos prevê
que as prefeituras priorizem as cooperativas de catadores de
materiais recicláveis na hora de contratar os serviços
de recolhimento de resíduos sólidos.
Para o secretário
de Recursos Hídricos e Ambientes Urbanos do Ministério
do Meio Ambiente, Luciano Zica, o estímulo à
organização dos catadores é um marco importante
do projeto. “Assim, estaremos agregando valor ao trabalho dessas
cooperativas e assegurando um maior interesse das empresas pela
matéria-prima reciclável”, afirma.
O representante do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais
Recicláveis Luiz Henrique da Silva, lembra que essa definição
contempla os trabalhadores, mas que é preciso debater outros
pontos do projeto, como a proibição de catação
e da fixação de habitações em lixões.
“Queremos dar contribuição ao debate e teremos
que brigar muito para aprovar a melhor política possível
para nós”, afirma, lembrando que a categoria vai participar
da discussão da proposta no Congresso Nacional.
Segundo
Silva, a entidade é favorável à erradicação
dos lixões, mas defende a discussão da melhor forma de
realizar a mudança. “Não pode simplesmente proibir,
isso não resolve nada, só transfere o problema de
local. Para erradicar um lixão, tem que haver um processo de
co-gestão, que envolva o poder público, a sociedade
civil e os catadores”, afirma. Segundo ele, a estimativa é
que existam 800 mil pessoas com essa fonte de renda no Brasil.
O
representante dos catadores defende a importância do setor para
o meio ambiente e para a sociedade. “A reciclagem é uma
questão de vida do planeta e das pessoas, e a gente dá
uma contribuição imensa. Além disso, geramos uma
economia imensa aos cofres públicos, pois, além de
retirar o lixo das ruas, damos destinação correta para
ele”, explica.
O
projeto que estabelece a Política Nacional de Resíduos
Sólidos foi assinado no dia 6 pelo presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, e encaminhado ao Congresso Nacional.
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