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24 de Setembro de 2007 - 18h51 -
Última modificação
em 24 de Setembro de 2007 - 18h51
Reduzir a emissão de gases poluentes custará 0,12% do PIB mundial, estima IPCC
Juliana Cézar Nunes
Enviada especial
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Marcello Casal JR/ABr
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Nova York (EUA) - Evento de alto nível da ONU sobre mudanças climáticas. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, participa
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Nova York - O presidente do Painel
Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em
inglês), Rajendra Pachauri, apresentou hoje (24) na Organização
das Nações Unidas (ONU) o esboço de um relatório
que será discutido em novembro, na Espanha, com indicações
de políticas para o combate ao aquecimento global. No
documento, Pachauri afirma que o custo para a estabilização
das emissões de gases poluentes é bem menor do que a
maior parte dos governos calcula.
"Até 2030, esse
custo não chegará a 3% do Produto Interno Bruto (PIB)
mundial, o que significa um custo de 0,12% do PIB por ano. Na
verdade, com novas tecnologias, métodos, mercados e
comportamentos, esse custo pode ser ainda menor", avalia o
presidente do IPCC.
Em discurso para representantes de 150 países,
ele reafirmou a conclusão do relatório apresentado no
início deste ano, que aponta para o aumento das temperaturas e
indica como principal responsável a ação humana.
Em
entrevista à Agência Brasil, Pachauri disse que o
governo brasileiro pode desempenhar um papel de liderança no
âmbito dos países em desenvolvimento. "O Brasil,
assim como outros países, precisa crescer, mas deve fazer isso
com sustentabilidade e mínimo impacto. Além de promover
as energias alternativas, necessita apostar no mercado de carbono."
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