



|
Brasília - A Organização Internacional do
Trabalho (OIT) afirmou em nota hoje (25) que lamenta a suspensão
dos trabalhos do Grupo Especial de Fiscalização Móvel
do Ministério do Trabalho. A OIT diz ainda esperar que a
fiscalização volte à normalidade.
A Secretaria de Inspeção do Trabalho
do ministério suspendeu por tempo indeterminado as ações
do Grupo criado em 1995 para combater o trabalho escravo no país.
Segundo a secretaria, a decisão foi tomada após
"recente desqualificação" feita pela Comissão
Temporária Externa do Senado.
Os senadores questionam a existência de
trabalho escravo na fazenda Pará Pastoril Agrícola
(Pagrisa), no nordeste do Pará, e pedem a apuração
de eventuais abusos durante a fiscalização da fazenda,
em junho.
De acordo com a OIT, a fiscalização é
um “importante instrumento na luta contra a prática do
trabalho escravo”. E destaca que a atuação do Grupo
Especial de Fiscalização Móvel fez do Brasil
referência no combate ao problema, como mostra o relatório
da OIT Aliança Global Contra o Trabalho Forçado, divulgado em 2005.
“Essa e outras medidas adotadas pelo Brasil nos
últimos anos fizeram com que o país fosse apontado como
referência mundial no combate a essa grave violação
aos direitos humanos e aos direitos fundamentais no trabalho”, diz
o documento.
O Ministério do Trabalho conta com sete
grupos móveis de fiscalização formados por
auditores-fiscais do trabalho, delegados e agentes da Polícia
Federal e procuradores do Ministério Público do
Trabalho.
|
|