Skip to content. Skip to navigation

A empresa    O Jornalismo    Fale Conosco    Trabalhe Aqui    Contas
BUSCA:     Ok  
 
Notícias Grandes Reportagens Coberturas Temáticas Banco de Imagens Multimídia Todos os Assuntos Canal do Leitor
 
25 de Setembro de 2007 - 19h45 - Última modificação em 25 de Setembro de 2007 - 19h45


BNDES estuda criação de programa de apoio à agroindústria em assentamentos

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
envie por e-mail
imprimir
comente/comunique erros
download gratuito

Rio de Janeiro - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) criarão um grupo de trabalho para viabilizar a criação de um Programa de Apoio e Financiamento destinado à implantação da agroindústria nas cooperativas, assentamentos e comunidades agrícolas ligadas ao movimento em todo o país.

A decisão foi tomada em reunião na noite de ontem (24) entre uma comissão de negociações do sem-terra e o presidente da instituição, Luciano Coutinho, que recebeu uma pauta de reivindicações incluindo a liberação de recursos do Programa de Apoio aos Insvestimentos Cooperativados (Proinco) para as cooperativas e assentamentos indicados pelo MST.

Segundo a assessoria de imprensa do BNDES, Coutinho manifestou interesse na abertura de um canal de diálogo com o movimento, a fim de "propiciar a redução da desigualdade no país". Leo Lima, membro da Coordenação Nacional do MST, destacou o avanço nas relações com a instituição como "fundamental" para um entendimento.

"Ficamos de agendar para a próxima quinta-feira um encontro no qual analisaremos a operacionalização da nossa pauta de reivindicações", informou. Lima avaliou que ao dar prioridade a investimentos para o agronegócio o BNDES ajuda na concentração de renda e de terras, além de promover o aumento do desemprego e contribuir para a degradação do meio ambiente.

O pequeno agricultor, lembrou, gera 80% dos empregos existentes no campo e é responsável pela produção dos alimentos que chegam à mesa da população, mas recebe um volume de investimentos inferior ao destinado aos grandes agricultores.

“Esta postura reafirma uma política neoliberal que pensava já ter sido deixada para trás. Os números mostram isso: na safra de 2006/2007 o governo investiu R$ 50 milhões no agronegócio e somente R$ 10 milhões na pequena agricultura. E em 2007/2008 o fato se repete: são R$ 58 milhões no agronegócio e somente R$ 12 milhões para os pequenos agricultores”, explicou.



 


O conteúdo deste site é publicado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil.

Expediente      Fale com a redação

Agencias Parceiras

  
Portugal  Argentina