Marcello Casal JR/ABr
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Nova York (EUA) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa na abertura da 62ª Assembléia-Geral das Nações Unidas
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Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou, hoje (25), a cobrar a redução
dos subsídios agrícolas, ajuda financeira que os países
ricos dão aos seus agricultores e que prejudica o comércio
dos produtos das nações pobres, durante seu discurso na abertura da 62ª Assembléia-Geral
da Organização das Nações Unidas (ONU).
Os subsídios são
um dos entraves para avanços na Rodada Doha, da Organização
Mundial do Comércio (OMC), que discute a liberalização
comercial. Lula e o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush,
conversaram ontem (24) sobre o assunto. De acordo com Lula, o colega
norte-americano sinalizou também estar disposto a destravar as
negociações na rodada.
Em contrapartida à
redução dos subsídios, os países ricos,
como Estados Unidos e União Européia, querem que os
mais pobres diminuam as tarifas de importação no setor
industrial. “São
inaceitáveis os exorbitantes subsídios agrícolas,
que enriquecem os ricos e empobrecem os mais pobres. É
inadmissível um protecionismo que perpetua a dependência
e o subdesenvolvimento. O Brasil não poupará esforços
para o êxito das negociações que devem
beneficiar, sobretudo os países mais pobres”, afirmou Lula,
em Nova York.
O presidente brasileiro
falou ainda sobre a necessidade de inclusão de países em
desenvolvimento no Conselho de Segurança das Nações
Unidas. O Brasil aspira a ocupar um assento permanente no órgão. Nesse contexto, Lula citou a participação dos militares brasileiros na
missão de paz da ONU no Haiti.