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25 de Setembro de 2007 - 12h13 -
Última modificação
em 25 de Setembro de 2007 - 12h19
Justiça social é melhor arma contra degradação do planeta, afirma Lula na ONU
Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil
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Marcello Casal JR/ABr
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Nova York (EUA) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa na abertura da 62ª Assembléia-Geral das Nações Unidas
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Brasília - Ao discursar na abertura da 62ª
Assembléia-Geral da Organização das Nações
Unidas (ONU), em Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva defendeu que somente será possível reduzir a
destruição dos recursos naturais do planeta se a
desigualdade entre os países ricos e pobres também for
diminuída.
“O mundo, porém,
não modificará sua relação irresponsável
com a natureza sem modificar a natureza das relações
entre o desenvolvimento e a justiça social. Se queremos salvar
o patrimônio comum, impõe-se uma nova e mais equilibrada
repartição das riquezas, tanto no interior de cada país
como na esfera internacional. A equidade social é a melhor
arma contra a degradação do planeta”, afirmou para
líderes de 150 países.
Lula citou o programa
Fome Zero um avanço brasileiro na área. Ele destacou
que o país conseguiu cumprir, com dez anos de antecedência,
a Meta do Milênio, estabelecida pela ONU, de reduzir pela
metade a pobreza extrema. "Honramos o compromisso do programa
Fome Zero ao erradicar esse tormento da vida de mais de 45 milhões
de pessoas", disse.
"É inviável
uma sociedade global marcada pela crescente disparidade de renda. Não
haverá paz duradoura sem a progressiva redução
das desigualdades", completou, lembrando que, em 2004, foi
lançada ação global de combate à fome e
pobreza, que permitiu a criação da central
internacional de medicamentos. Conforme Lula, a central conseguiu
reduzir em até 45% o preço de remédios contra a
malária e tuberculose, destinados aos países pobres.
O presidente também citou ações
do governo brasileiro para a preservação dos recursos
naturais, como a queda do desmatamento na Amazônia e o uso de
álcool combustível (etanol), que, segundo ele, evitou o
lançamento de 644 milhões de toneladas de gás
carbônico na atmosfera nos últimos 30 anos. Lula voltou
a rechaçar as críticas de que o plantio de
cana-de-açúcar, matéria-prima do etanol, coloque
em risco a produção de alimentos.
“A cana-de-açúcar ocupa apenas 1%
de nossas terras agricultáveis, com crescentes índices
de produtividade. O problema de fome no planeta não decorre da
falta de alimentos, mas da falta de renda. É plenamente
possível combinar biocombustíveis, preservação
ambiental e produção de alimentos”, disse.
Lula aproveitou a assembléia para convidar
as lideranças a participarem da conferência
internacional sobre os combustíveis alternativos que será
realizada em 2008, no Brasil.
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