



|
Brasília - A senadora Kátia
Abreu (DEM-TO) criticou a suspensão da fiscalização
do trabalho escravo no país após a Secretaria de
Inspeção do Trabalho denunciar “interferências
políticas” no caso da fazenda Pará Pastoril Agrícola
(Pagrisa). Abreu é relatora da Comissão Temporária
Externa do Senado que apura as denúncias formuladas pelos
fiscais e questiona a existência de trabalho escravo na
empresa.
“O Ministério
do Trabalho e Emprego (MTE) em uma ação birrenta
paralisou as investigações do grupo móvel e isso
é inadmissível. Me soou como uma chantagem para fazer
público e isso não é nosso objetivo”, disse a
senadora em relação à ação da
chefe da Secretaria de Insperação do Trabalho, Ruth
Vilela, subordinada ao ministro Carlos Lupi.
“Nós queremos
reiterar, solicitar ao ministro do Trabalho que faça valer a
sua autoridade. Acredito que o presidente da República
chama-se Luiz Inácio Lula da Silva e, não, Ruth Vilela.
Que ele, Lula, faça valer a sua autoridade e faça o
Ministério do Trabalho cumprir seu papel imediatamente”,
enfatizou. Segundo ela, os senadores, ao entrarem formalmente no
caso, apenas cumprem sua prerrogativa de fiscalizar o executivo.
Nos últimos dias a senadora Kátia Abreu tem
questionado a "rapidez" com que a fiscalização autuou a fazenda e o número
recorde de trabalhadores libertados - 1.108, a maior ação da história desde 1995. “Nós não conseguimos ver nada que pudesse parecer com trabalho escravo. Todos [os funcionários]
estavam com carteira assinada, cartão magnético e conta em banco. Nunca
vi escravo assim”, afirmou Abreu, que esteve na Pagrisa na última
quinta-feira (20), dois meses após o flagrante.
|
|