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26 de Setembro de 2007 - 16h35 - Última modificação em 26 de Setembro de 2007 - 16h35


Para senadora, suspensão de fiscalização do trabalho escravo soa como “chantagem”

Isabela Viera
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) criticou a suspensão da fiscalização do trabalho escravo no país após a Secretaria de Inspeção do Trabalho denunciar “interferências políticas” no caso da fazenda Pará Pastoril Agrícola (Pagrisa). Abreu é relatora da Comissão Temporária Externa do Senado que apura as denúncias formuladas pelos fiscais e questiona a existência de trabalho escravo na empresa.

“O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em uma ação birrenta paralisou as investigações do grupo móvel e isso é inadmissível. Me soou como uma chantagem para fazer público e isso não é nosso objetivo”, disse a senadora em relação à ação da chefe da Secretaria de Insperação do Trabalho, Ruth Vilela, subordinada ao ministro Carlos Lupi.

“Nós queremos reiterar, solicitar ao ministro do Trabalho que faça valer a sua autoridade. Acredito que o presidente da República chama-se Luiz Inácio Lula da Silva e, não, Ruth Vilela. Que ele, Lula, faça valer a sua autoridade e faça o Ministério do Trabalho cumprir seu papel imediatamente”, enfatizou. Segundo ela, os senadores, ao entrarem formalmente no caso, apenas cumprem sua prerrogativa de fiscalizar o executivo.

Nos últimos dias a senadora Kátia Abreu tem questionado a "rapidez" com que a fiscalização autuou a fazenda e o número recorde de trabalhadores libertados - 1.108, a maior ação da história desde 1995. “Nós não conseguimos ver nada que pudesse parecer com trabalho escravo. Todos [os funcionários] estavam com carteira assinada, cartão magnético e conta em banco. Nunca vi escravo assim”, afirmou Abreu, que esteve na Pagrisa na última quinta-feira (20), dois meses após o flagrante.



 


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