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Nova York (EUA) - O presidente da França, Nicolas Sarkozy, reforçou na
Organização das Nações Unidas (ONU) o apoio do país à reforma e
ampliação do Conselho de Segurança, proposta que vem sendo defendida
pelo Brasil. Em entrevista coletiva, Sarkozy disse que países como
México, Brasil, África do Sul e Índia merecem mais do que um convite
para “apenas um almoço”.
“Todos sabem que o Conselho de Segurança não pode
continuar como está. Ele não corresponde mais aos desafios globais.
Precisa mudar”, afirmou o presidente francês, que lamentou o fato de
países da África e da América do Sul, assim como a Índia, não terem
assento permanente no Conselho de Segurança. Sarkozy defende ainda a
ampliação do G8, grupo das sete maiores economias do mundo, somado à
Rússia.
Os dois assuntos foram tema da reunião ontem (25)
entre ele e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Lula, o
presidente da França demonstrou estar engajado na negociação de
mudanças.
Já em seu discurso na abertura dos debates da
Assembléia Geral da ONU, o presidente dos Estados Unidos, George W.
Bush, defendeu prioridade para a reforma do Conselho de Direitos
Humanos, mas citou a reivindicação por uma mudança na estrutura do
Conselho de Segurança.
“Os Estados Unidos estão abertos a essa perspectiva.
Nós acreditamos que o Japão está bem qualificado para se tornar membro
permanente do Conselho de Segurança, e outras potências emergentes
também deveriam ser consideradas”, disse Bush. “Vamos ouvir todos as
boas idéias e iremos apoiar a reforma do Conselho de Segurança como
parte de uma reforma das Nações Unidas.”
Para o ministro das Relações Exteriores, Celso
Amorim, o discurso do presidente norte-americano traz pela primeira vez
uma referência sobre “considerar” outros países para o Conselho de
Segurança.
“Acho isso muito positivo e, até onde sei, é a
primeira vez que os Estados Unidos faz uma colocação nesses termos na
ONU”, destacou Amorim. “O que estamos querendo é criar um processo de
negociação, que já conta com o apoio do secretário-geral da ONU. Vamos
avançar nos próximos meses.”
Em 2005, o Brasil apresentou na ONU, em conjunto com
Alemanha, Índia e Japão, proposta de resolução para a reforma do
Conselho de Segurança. O texto prevê a incorporação de seis novos
integrantes permanentes (atualmente há cinco) e mais quatro não
permanentes (hoje são dez).
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