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26 de Setembro de 2007 - 16h08 -
Última modificação
em 26 de Setembro de 2007 - 22h01
Lupi diz que governo não vai admitir "interferências" na fiscalização do trabalho escravo
Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil
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Antonio Cruz/ABr
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Brasília - O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, participa da Subcomissão Temporária de Trabalho Escravo do Senado, que recebeu dele 18 relatórios sobre a fiscalização da fazenda Pagrisa, no estado do Pará
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Brasília - O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou hoje (26) que o governo não vai admitir interferências políticas na autonomia da fiscalização de combate ao trabalho escravo. Lupi questionou o fato de a empresa Pará Pastoril Agrícola (Pagrisa) – flagrada com 1.108 trabalhadores em condições análogas à de escravo em junho – contar com apoio de senadores para se defender enquanto dispõe de recursos legais.
“É muito estranho que diante das mais de 520 ações dos auditores do trabalho apenas essa empresa [Pagrisa] consiga tanto apoio”, destacou Lupi. “Eles têm os prazos legais para se defender e, simplesmente, estão tentando dar uma conotação política para uma ação administrativa”. O ministro também defendeu a competência dos grupos de fiscalização que combatem o trabalho escravo no país.
“É um trabalho sério desenvolvido por servidores de carreira que trabalham para o Estado brasileiro sem ingerência política”, afirmou Lupi. Para ele, as críticas imputadas aos fiscais partem de pessoas que não conhecem a realidade do problema no país. “É claro que quando você visita a usina de uma empresa se depara com uma realidade bonita. Agora, quem anda uma hora para encontrar o canavial vai ver a realidade do trabalhador”.
Durante audiência pública no Senado nesta tarde, marcada para discutir a paralisação da secretaria responsável pela fiscalização sobre o trabalho escravo, Lupi apresentou 18 volumes de um relatório com fotos e documentos colhidos durante a fiscalização na fazenda Pagrisa, no final de junho. Durante a ação, 1.108 trabalhadores foram libertados em condições análogas à de escravos.
A assessoria de imprensa da Pagrisa disse que não responderá as críticas do ministro do Trabalho. Mas reiterou que os "advogados estão trabalhando na defesa da empresa".
A matéria foi atualizada para acréscimo de informações
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