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26 de Setembro de 2007 - 20h45 - Última modificação em 26 de Setembro de 2007 - 20h46


Parlamentares decidem convocar Lupi para discutir flagrante de trabalho escravo

Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A Comissão Temporária Externa do Senado aprovou hoje (26) requerimento para realização de audiências com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, e a secretária de Inspeção do Trabalho, Ruth Vilela. Eles deverão prestar esclarecimentos sobre a ação de fiscalização na empresa Pará Pastoril Agrícola (Pagrisa), flagrada com trabalhadores escravos em junho. As reuniões serão públicas e devem começar na terça-feira (2).

Os irmãos Murilo, Fernão e Marcos Villela Zancaner, proprietários da Pagrisa, também devem ser ouvidos. Assim como o auditor do trabalho e chefe da fiscalização na empresa, Humberto Célio. Cerca de 20 outras pessoas serão convidadas. Entre elas, representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) e da Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae).

A idéia da comissão é ouvir todas as partes envolvidas na fiscalização da fazenda e verificar se a fiscalização cometeu abusos, principalmente ao rescindir o contrato dos funcionários, disse a relatora da comissão, a senadora Kátia Abreu (DEM-TO).“O nosso papel não é condenar o ministério e nem absolver patrão rural”, afirmou, acrescentando que "há indícios de abuso de poder".

Ainda durante a audiência da comissão do Senado, Kátia Abreu destacou, como preocupação dos senadores, a manutenção dos empregos na região. “Não adianta libertar e desempregar. Temos que achar um caminho”. E informou que a Fazenda Pagrisa é uma das maiores empregadoras do município de Ulianópolis, localizado a 450 quilômetros de Belém (PA).

O presidente da comissão, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), avaliou que é cedo para julgar a credibilidade da operação do Ministério do Trabalho na Fazenda Pagrisa. Para ele, o momento é de “se debruçar sobre o relatório apresentado pelo ministério e ponderar com o que a empresa diz”.

Os senadores que integram a Comissão Temporária Externa também aprovaram um documento cobrando do ministro Lupi a volta imediata das atividades da Secretaria de Inspeção do Trabalho, responsável pelas ações de fiscalização de trabalho escravo no país.

No início da tarde, Lupi apresentou à Subcomissão Temporária do Trabalho Escravo, ligada à Comissão de Direitos Humanos do Senado, 18 volumes de um relatório com fotos da fiscalização que autuou a Pagrisa.








 


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