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27 de Setembro de 2007 - 18h34 - Última modificação em 27 de Setembro de 2007 - 18h34


Falta de planejamento orçamentário fragiliza o governo, diz senador do PSB

Marcos Chagas
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O líder do PSB no Senado Federal, Renato Casagrande (ES), debitou parte da derrota governista com a derrubada ontem (27) da Medida Provisória (MP) 377 a uma falta de planejamento de execução orçamentária.

Isso, na avaliação dele, deixaria o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sujeito a pressões inclusive dos próprios aliados.

"O governo se coloca numa posição de ser pressionado. Ele chama os partidos da coalizão para pressioná-lo porque não tem planejamento de execução orçamentária, não tem planejamento e método de relacionamento com os partidos da coalizão", avaliou. "Isso faz com que, numa hora como esta, de dificuldade e fragilidade, os partidos ou algum partido se coloque na posição de se manifestar para mostrar sua força".

A rejeição da MP foi comandada por parte da bancada do PMDB e garantida com votos do PSDB, Democratas, além de senadores do PDT e PP.

Isso causou a extinção da Secretaria de Planejamento de Longo Prazo da Presidência da República, comandada pelo filósofo Roberto Mangabeira Unger. Além disso, 660 cargos de Direção de Assessoramento Superior (DAS) e funções gratificadas deixaram de existir.

Segundo Casagrande, faltam cerca de três meses para o final do ano e o poder Executivo ainda não executou as emendas dos parlamentares e nem fez as nomeações dos partidos nos estados.

O senador também atribui as dificuldades da base do governo em aprovar, no Senado, as matérias de interesse do Executivo à decisão dos senadores em manter Renan Calheiros (PMDB-AL) na presidência da Casa.

"Na hora que o Senado decidiu manter o senador Renan Calheiros, decidiu, também, manter a crise aqui. Então, o terreno é fértil para instabilidades".

O líder do PSDB, Arthur Virgílio Neto (AM), diz que a atuação dos peemedebistas foi um "recado" ao governo. "Eu vi um recado do PMDB para o PT e para o governo. Muito particularmente, do presidente Renan [Calheiros] para o governo. Parodiando o ex-presidente Collor foi um recado: não me deixem só. Isso eu senti claramente".



 


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