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28 de Setembro de 2007 - 15h05 - Última modificação em 28 de Setembro de 2007 - 16h28


Adolescente que teve filho aos 14 anos integra primeira turma do Projovem no DF

Elaine Borges
Da Rádio Nacional

 
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Brasília - Aos 14 anos de idade, quando começou a cursar a 5ª série do ensino fundamental, a moradora de Samambaia no Distrito Federal, Stefani Santos Costa, engravidou e parou de estudar. Depois de um ano, a jovem voltou as aulas, mas engravidou de novo e pela segunda vez teve de abandonar os estudos, pois não tinha com quem deixar os filhos. Mais dois anos se passaram e ela procurou no Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem) uma oportunidade.

"Surgiu essa oportunidade do ProJovem e eu decidi: vou ligar lá que eu quero terminar meus estudos, porque agora, para arrumar um emprego está muito difícil, tem que concluir o ensino médio. Aí eu fui e resolvi entrar e estou muito feliz lá", disse. O ProJovem é voltado para jovens de 18 a 24 anos que não trabalham com carteira assinada, fizeram a 4ª série mas, não concluíram o ensino fundamental. No programa, eles terminam essa fase escolar e aprendem uma profissão.

De acordo com a Síntese de Indicadores Sociais, divulgada hoje (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de mulheres em idade reprodutiva (15 a 49 anos) que tiveram filhos se manteve praticamente estável (63%) nos últimos dez anos, mas houve aumento na proporção de adolescentes grávidas, como Stefani Santos Costa, que concluíram a gestação. Entre os anos de 1996 e 2006, a média entre as meninas de 15 a 17 anos subiu de 6,9% para 7,6%.

No Distrito Federal, o ProJovem vai formar os dois primeiros grupos de alunos agora em novembro e Stefani faz parte dos mais de dois mil e trezentos alunos que depois de formados querem batalhar por uma vaga no mercado de trabalho. Operador de microcomputador, telemarketing, assistente de vendas, costureiro e auxiliar de laboratório estão entre as quafificações oferecidas pelo programa. O curso dura um ano e os alunos também recebem uma bolsa-auxílio de100 reais por mês.

As aulas são ministradas à noite em escolas da rede pública de ensino. As inscrições são feitas geralmente no primeiro semestre de cada ano. Segundo a Secretaria Nacional de Juventude, que é responsável pelo Projovem, existem atualmente 4,5 milhões de jovens entre 15 e 29 anos no Brasil que estão fora da escola, desempregados e não concluíram o ensino fundamental. O objetivo é atender a praticamente todos esses brasileiros no programa até 2010.

Para marcar o início das aulas do terceiro grupo de alunos inscritos no Projovem-DF, será realizado hoje às duas e meia da tarde na sala Martins Pena, do Teatro Nacional. Esta é a terceira etapa do programa que vai atender 4 mil e duzentos jovens no próximo ano.

 


  ASSUNTOS DESTA NOTÍCIA

  •   VÍDEO

    Jovens fora da escola

    Número de adolescentes que não freqüentam a escola ainda é preocupante. Especialistas sugerem mudanças nas escolas para tornar ensino mais atrativo

    Pesquisa sobre jovens

    Sessenta por cento dos jovens brasileiros de 15 a 19 anos trabalham sem carteira assinada e estão mais vulneráveis a situações de risco. Os dados são do Banco Mundial

    Desemprego entre jovens

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