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Recife - O anteprojeto que
cria a Lei Geral de Transação Tributária e o que
modifica a Lei de Execução Fiscal, em elaboração
na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, que visam criar
alternativas de composição amigável para
encerrar conflitos tributários, acelerando a cobrança de dívidas tributárias com a Receita Federal e a
Previdência, devem ser encaminhados para
apreciação do Congresso Nacional nos próximos
dias.
O anúncio foi feito hoje (28)
pelo procurador-geral da Fazenda Nacional, Luis Inácio Adams,
no encerramento do VII Congresso Internacional de Direito Tributário,
em Recife.
O procurador disse que cerca de três
milhões de pessoas – físicas e jurídicas -
estão inscritas na dívida ativa da União, que
somam R$ 450 bilhões em débitos. E reconheceu que
atualmente o diálogo da administração pública
com os contribuintes é limitado, apesar de os contribuintes
terem a possibilidade de parcelar os débitos em até
cinco anos ou questionar, se entenderem que as cobranças são
indevidas, perante o Poder Judiciário.
Adams defendeu que é preciso
adotar estratégias mais eficientes para não confundir
os devedores com os sonegadores. “A atual legislação
acaba favorecendo o sonegador, porque o processo tributário se
tornou tão complexo que ficou difícil distinguir
devedor de sonegador”, explicou.
De acordo com o procurador, é
difícil estimar o resultado dos acordos com devedores com a
entrada em vigor das novas regras porque exige tempo, já que
se trata não só de mudança de procedimento, mas
também de comportamento.
“Se tomarmos o exemplo da Itália,
podemos citar que o país reduziu, após 10 anos de
implantação da Lei Geral de Transação, o
conflito tributário em mais de 75%, passando de 2,2 milhões
de processos para 500 mil”.
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