



|
Brasília - Ao inaugurar centro de produção de vacinas
da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje (1º) a regulamentação da Emenda
Constitucional 29 para evitar que os problemas da saúde sejam
responsabilidade apenas do governo federal.
A emenda, que tramita no Congresso Nacional, define
os percentuais mínimos de investimento dos governos federal, estaduais
e municipais na área. No caso de estados e municípios, são 12% e 15%,
respectivamente. A União fica com a obrigação de aplicar o montante do
ano anterior, reajustado pela variação nominal do Produto Interno Bruto
(PIB), soma das riquezas produzidas no país.
“Tem governo no Brasil que investe apenas 4%. Tem
outros que investem 6%. Depois, a culpa recai nas costas do ministro da
Saúde. Quando tudo dá certo, o mérito é do prefeito, do governador, do
administrador local. Quando dá errado, recai exatamente nas costas do
ministro da Saúde”, afirmou, no Rio de Janeiro.
O Centro de Produção de Antígenos Virais (Cpav) vai
começar produzindo 20 milhões de doses anuais da vacina tríplice viral (contra
sarampo, rubéola e caxumba), de acordo com informações
publicadas pela Presidência da República. A expectativa da Fiocruz é
atender toda a demanda nacional a partir de 2010. Depois, a meta do centro é
produzir 40 milhões de doses contra sarampo, dupla viral (sarampo e
rubéola), rotavírus, varicela e hepatite “A”, além de vacinas contra
febre amarela, poliomielite e dengue, conforme a Presidência.
Para Lula, a inauguração do centro é um sinal de que
o Brasil atingiu a maturidade intelectual e tecnológica. “Vai levar
algum tempo para as pessoas descobrirem que o Brasil está ficando
adulto, conquistou sua maioridade. O Brasil, que já foi economicamente
subordinado, politicamente subordinado, intelectualmente subordinado,
quer hoje ser economicamente soberano, politicamente soberano e
intelectualmente soberano”, disse. “Aquilo que vai
cuidar das nossas crianças, não queremos ficar dependendo de ninguém.”
|
|