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Rio de Janeiro - O presidente da cooperativa Unidos pelo
Meio Ambiente, Roberto Laureano, que também integra a coordenação nacional do Movimento
Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), avalia que, apesar dos avanços registrados, existem ainda “três
leões a serem enfrentados de frente” pelos catadores. São eles: a revitalização dos grandes centros urbanos, as medidas de "higienização" contra moradores de rua e a terceirização do trabalho.
Segundo ele, em
grande parte das cidades, esse é um modo de impedir os catadores de
fazerem suas coletas nas ruas.
“Com
uma política de higienização, os catadores não têm direito às ruas. E
aí temos um grande enfrentamento pela frente para de fato garantir
as ruas”.
Ele acrescenta que, mesmo com as condições e
com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a organização das cooperativas, os
catadores não querem deixar as ruas. “Queremos nos manter trabalhando
em nossos galpões, com estrutura, com mais apoio do BNDES, mas mantendo
a nossa coleta seletiva, o nosso trabalho a partir da origem. E nossa
origem são as ruas”. De acordo com ele, em dois
anos os catadores pretendem voltar ao BNDES para fazer uma "grande
avaliação", de modo a provar que os recursos foram destinados à inclusão dos catadores, que hoje chegam a cerca de 850 mil em todo o país. “O MNCR confia muito em cada um de vocês. Por isso, pedimos que os
companheiros tenham muita responsabilidade. Que os
companheiros possam de fato agregar mais catadores nesse processo, e ter
melhor condição de vida no seu trabalho”.
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