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Brasília - A Desvinculação de Recursos da União (DRU) que o governo quer prorrogar até
2011 junto com a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) permite a utilização livre de 20%
de toda a sua arrecadação em impostos e contribuições sociais. A única
exceção é a Contribuição Social do Salário Educação.
A Proposta de Emenda à Constituição 50/07 (PEC) que trata da prorrogação da CPMF e da DRU já foi aprovada na Câmara dos Deputados em primeiro turno, e agora precisa de nova votação na Casa e ainda ser aprovada pelo Senado em dois turnos.
Só da arrecadação da CPMF, estimada em cerca de R$ 39,1 bilhões conforme cálculos do
Ministério da Fazenda, 15,8% são destinados a DRU, que na sua maioria são aplicados no financiamento de programas sociais. Ou seja, do volume arrecadado com a CPMF, vão para ações de saúde pública 42,1%, para Previdência Social, 21,1%, e para o Fundo de Combate à Pobreza ,
21,1%. Os restantes 15,8% vão para a DRU.
Já em 1994, uma PEC autorizava a desvinculação de 20% de todos os impostos e contribuições federais de acordo com o Ministério do Planejamento. Na época, foi chamado de Fundo Social de
Emergência e depois Fundo de Estabilização Fiscal, que vigorou até 31 de dezembro de 1999. Em 2000, feitas algumas mudanças, passou a se chamar DRU.
Na época de sua criação, conforme o Ministério do Planejamento, a justificativa era que o excesso de vinculações no Orçamento da União levava o governo a se endividar no mercado financeiro para pagar as despesas obrigatórias, como a repartição de impostos com estados e municípios, folha de salários e Previdência, "quando dispunha de recursos sobrando em outros itens".
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