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Rio de Janeiro -
Organização Mundial de Saúde
(OMS) lança nesta terça-feira (9), no Rio de Janeiro, o Guia Global das Cidades
Amigas do Idoso.
A capital fluminense foi a única metrópole brasileira incluída no guia. A
entidade pesquisou 35 cidades de 22 países. O objetivo da publicação é auxiliar as cidades de todo o mundo a
aproveitar melhor o potencial de suas populações idosas, na medida em que esses
centros urbanos crescem em tamanho e número.
De acordo com a OMS, existem atualmente no mundo 600
milhões de pessoas com idade superior a 60 anos. Segundo as projeções do órgão,
esse contingente populacional deve duplicar em 2025, atingindo 1,2 bilhão de
pessoas em todo o planeta.
O diretor da Universidade Aberta da 3ª Idade
(UnAti), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Renato Veras,
disse que apesar dos avanços observados no país, ainda há muito a ser feito em benefício dos idosos. Segundo ele, esse “é um processo lento. Mas nós
estamos pouco a pouco assumindo a questão do envelhecimento
no país”.
O diretor defende que o guia vai dar elementos para que os governos elaborem
políticas públicas de proteção ao idoso. “Espera-se que o Ministério da
Saúde vá botar em prática ações e fazer com que as cidades sejam
mais receptivas para os idosos e tenham mais programas preventivos”. Segundo Veras, o lançamento da publicação
da OMS abre, inclusive, a possibilidade de financiamento internacional
para os programas e projetos desenvolvidos no país. “É mais uma tentativa de
colocar o idoso na agenda política e social do país”.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), o Brasil possui hoje 19 milhões de idosos, o que representa
10% do total da população. E a tendência é de crescimento cada vez maior, aponta Veras. “Daqui a 20 anos, seremos 32 milhões de idosos. É o grupo
etário que mais cresce. E é por isso que nós temos que ter políticas públicas,
sociais e previdenciárias. Ou seja, o idoso não é uma questão
pequena. Tem que entrar na agenda de prioridades do país como algo muito sério,
devido a esse enorme crescimento, que vai se ampliar ainda mais nos
próximos 10, 15 anos”, explicou.
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