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4 de Outubro de 2007 - 17h57 - Última modificação em 4 de Outubro de 2007 - 19h05


Programa deve ampliar para 20 mil número de pontos de cultura

Gláucia Gomes
Repórter da Agência Brasil

 
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Antônio Cruz/ABr
Brasília - Grupo se apresenta no lançamento do Programa Mais Cultura, apelidado de PAC da Cultura
Brasília - Grupo se apresenta no lançamento do Programa Mais Cultura, apelidado de PAC da Cultura
Brasília - O Programa Mais Cultura, lançado hoje (4), deve criar novos espaços para incentivo e acesso à cultura. A meta é aumentar as unidades já existentes e atingir, até 2010, a marca de 20 mil pontos de cultura. Esses pontos são constituídos por grupos comunitários que desenvolvem projetos em instalações já existentes. A prioridade é revitalizar centros culturais, espaços multiuso, teatros, cinemas, salas de leitura e outros locais públicos. Atualmente, o país conta com 630 pontos de cultura.

O programa, apresentado pelo Ministério da Cultura, prevê investimentos de R$ 4,7 bilhões até 2010. Desse total, R$ 2,2 bilhões são da União e outros R$ 2,5 bilhões são provenientes de outros órgãos e instituições financeiras. O objetivo é garantir o acesso à cultura, à qualificação e à geração de trabalho, emprego e renda para as comunidades.

O secretário-executivo do Ministério da Cultura, Juca Ferreira, explicou que esse é um investimento do estado brasileiro e não só do Ministério da Cultura. “Nós assinamos 26 documentos compartilhando [os recursos] com outros ministérios, com os bancos oficiais, com instituições estaduais e municipais. E nós queremos ampliar essa parceria de acessibilidade à cultura”, afirmou.

Além dos pontos de cultura, o governo também quer implantar bibliotecas públicas em 600 municípios. Também estão previstas a capacitação de gestores culturais, a formação de mãos-de-obra especializada e a implantação de espaços culturais comunitários.

“A gente quer levar o livro para se tornar um instrumento cotidiano das pessoas; nós queremos abrir as portas dos teatros, dos cinemas. Queremos qualificar o ambiente onde as pessoas vivem; a melhoria desses ambientes não é só asfalto, esgotamento sanitário. É também cultura”. Para o secretário-executivo, esta é a primeira vez, no Brasil, que a cultura está sendo tratada como uma necessidade básica da população.

O secretário disse ainda que o presidente Lula tem demonstrado que “dificilmente vai contingenciar esse programa”. Segundo ele, o Mais Cultura é fruto de um trabalho que já dura quatro anos e meio e que tem como princípio “disponibilizar bens e serviços culturais para todo o povo brasileiro”.

“Dificilmente um contingenciamento irá perturbar o desenvolvimento desse programa. A maior dificuldade vai ser o desafio a nossa capacidade de realizar, na ponta social, nos ambientes mais vulneráveis, um programa com essa envergadura”, concluiu Ferreira.

As ações vão beneficiar municípios com baixos índices de educação básica, com os maiores índices de violência, em áreas de conflito, favelas, periferias e áreas de precariedade habitacional.


 


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