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Manaus - Após três
dias de discussões, debates e avaliações, cerca
de 400 representantes de 51, dos 62 municípios do Amazonas,
concluem neste sábado (6) a quinta edição da
Conferência Estadual de Saúde. Durante esta semana, eles
estiveram reunidos em Manaus, com o objetivo de consolidar as
principais sugestões para melhoria do sistema público
de saúde no estado. As propostas dos representantes
amazonenses pretendem contribuir com a formulação do
plano nacional de saúde pública para os próximos
quatro anos, com atenção especial às
particularidades existentes na região amazônica, como
por exemplo, o combate aos altos índices de malária.
De acordo com o
coordenador geral da Conferência no Amazonas, Joaquim Barros
Neto, todas as proposições foram registradas, mas
somente a partir da próxima semana serão consolidadas
no relatório final da conferência. De acordo com o
coordenador, o Amazonas tem até o dia 20 deste mês
para concluir o documento que será apresentado em Brasília,
no mês de novembro, durante a Conferência Nacional de
Saúde. Apesar disso, antecipa, em meio as principais
preocupações dos amazonenses, está a atenção
básica à saúde pública.
"Nós
chegamos a conclusão de que precisamos buscar prioritariamente
no sistema público não mais as ofertas de alta
complexidade, cirurgias e transplantes. Nós devemos priorizar
propostas que façam acontecer efetivamente a atenção
básica, como o médico da família, a visita
dos agentes comunitários, os programas de controle das
doenças e a saúde da mulher. Esses são alguns
exemplos de propostas que passaram pelos grupos aqui em Manaus. Temos
certeza de que tudo isso vai enriquecer nosso relatório
final", declarou.
A 5ª Conferência
de Saúde do Amazonas reuniu usuários, gestores,
fornecedores, prestadores de serviço e profissionais de saúde.
As propostas foram sugeridas por 316 representantes dos municípios
amazonenses. Para a conferência nacional em Brasília, o
Amazonas vai enviar 48 representantes. As conferências de saúde
acontecem a cada quatro anos. Este ano, os temas principais que estão
sendo discutidos são: o desafio para efetivação
do direito humano à saúde no século XXI;
política pública para a saúde e qualidade de
vida e a participação da sociedade na efetivação
do direito humano à saúde.
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