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Brasília - O único ponto da
reforma política aprovado pela Câmara dos Deputados pode
perder a validade após a decisão do Supremo Tribunal
Federal (STF) de que os mandatos políticos pertencem ao
partido e não aos parlamentares. Pelo projeto de lei
complementar, de autoria do deputado Luciano Castro (RR), líder
do PR, os políticos teriam apenas um intervalo de 30 dias para
trocarem de legenda caso quisessem disputar uma nova eleição.
As trocas não poderiam ocorrer nos primeiros 35 meses de
legislatura, nem nos 12 meses finais.
“Acho que o PL 1336/07
pode tornar-se inconstitucional com a decisão do Supremo
Tribunal Federal sobre a fidelidade partidária. Se a decisão
do Supremo interfere na Constituição, o projeto ficou
prejudicado. Agora, temos que aguardar a publicação do
acórdão para ver o que vamos fazer”, diz o deputado
Luciano Castro, em entrevista à Agência Brasil. O
projeto está agora no Senado Federal, onde poderá ser
arquivado. Foi o primeiro e único ponto da reforma política
aprovado na Câmara dos Deputados.
Quando foi aprovado
no dia 15 de agosto, o projeto passou na Câmara por 292 votos a
favor, 34 contrários e três abstenções. O
projeto prevê um período de 30 dias para mudança
partidária, o que evitaria o troca-troca durante a maior parte
da legislatura. Isto porque o período de filiação
partidária para disputar a eleição continua
sendo de um ano antes do pleito. O texto também anistia os
deputados que mudaram de partido nesta legislatura e estabelece prazo
até 30 de setembro próximo para que os interessados em
trocar de legenda possam se filiar a outros partidos.
Na Câmara, outras
propostas da reforma política aguardam para serem votadas,
como o financiamento público para campanhas majoritárias,
e o fim da coligações proporcionais (vereadores e
deputados), e a criação das federações
partidária, em que dois ou mais partidos se uniriam para
disputar pleitos.
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