Terminou na sexta-feira
(5) o prazo para quem quisesse disputar as eleições
municipais, em 2008, ingressar em um partido político – uma
das regras para se lançar candidato. A regra valia para todos
os eleitores e também para os político que estivessem
insatisfeitos com sua legenda e pretendessem mudar de partido para
concorrer a uma vaga de prefeito ou vereador de sua cidade.
De
acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atualizados até
setembro, o Brasil tem, hoje, 11.456.008 pessoas filiadas a um
partido político. Ou seja, diante do total do eleitorado,
cerca de 126 milhões, isso representa que cerca de 9% do
eleitorado estará apto para se candidatar nas eleições
municipais. O PMDB, PP, PSDB e PT são os únicos
partidos que ultrapassam mais de um milhão de filiados: são
2.002.449 de peemedebistas, 1.237.672 pepistas, 1.109.428 tucanos e
1.063.719 petistas.
Já o Partido da
Causa Operário (PCO), o "nanico" em número de
filiados, tem 3.234 militantes em todo o país. Nem por isso
deixou de marcar presença no cenário político
nacional com o lançamento da candidatura de Rui Pimenta à
Presidência da República nas duas últimas
eleições.
O Partido Socialismo e
Liberdade (P-SOL) também não atinge o número de
10 mil filiados. Apesar de ser representado no parlamento por um
senador, José Nery (PA), e três deputados federais,
Chico Alencar (RJ), Ivan Valente (SP) e Luciana Genro (RS), o partido
tem, apenas, 8.763 filiados. No ano passado, entretanto, a presidente
do partido e ex-senadora, Heloísa Helena, obteve 8.001.092
votos, o que representa 7,9% dos votos válidos para
presidente.
Recém-criado
como o P-SOL, o Partido Republicano Brasileiro (PRB) do
vice-presidente José Alencar (MG), tem 8.050 filiados segundo
os números do TSE. Nem por isso, deixa de estar representado
no Senado da República, por Marcelo Crivella (RJ) e quatro
deputados federais: Carlos Souza (AM), Kleber Verde (MA), Léo
Vivas (RJ) e Marcos Antonio (PE).