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Marcello Casal Jr./ABr
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Brasília - Orlando Senna, confirmado como diretor-geral da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o ministro Franklin Martins, da Secretaria de Comunicação Social, e Tereza Cruvinel, confirmada para assumir a presidência, falam sobre a criação da empresa
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Brasília - A programação da nova TV pública criada pelo governo federal estará no ar depois de realizado um período de consultas populares de no mínimo seis meses, em que o cidadão vai poder opinar sobre o que gostaria de assistir. Até lá, a emissora vai transmitir os programas atualmente veiculados pelas TVs públicas já
existentes.
A informação foi dada hoje (10) pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, e pelo futuro diretor-geral da Empresa Brasil de
Comunicação (EBC), Orlando Senna, em entrevista coletiva da qual participou também a futura presidente, Tereza Cruvinel.
A EBC, criada oficialmente hoje por medida provisória, terá como um dos objetivos produzir e difundir programação
informativa, educativa, cultural, científica e de recreação à população. Detalhes sobre como a consulta popular será realizada não foram divulgados.
"Vamos construir gradativamente [a grade de programação]", disse o ministro em entrevista coletiva. "Serão pelo menos seis meses de consulta à população", afirmou o futuro dirigente. Segundo ele, as consultas vão sempre retroalimentar a programação.
A nova empresa vai separar a comunicação
institucional da comunicação pública em dois
canais. Os programas de governo serão produzidos e
transmitidos pelo canal NBr, que já exerce essa função atualmente. Já o novo canal será a
voz do cidadão e não das autoridades, disseram Franklin e Senna. Vai unir os
canais públicos TV Nacional, que hoje pertence à
Radiobrás, e TVE do Rio, da Associação
de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp). A nova estrutura também vai abrigar uma rede de rádios e um site de notícias, a Agência Brasil.
“Nós
queremos a inventividade, a criatividade e a modernidade do nosso
país nessa nossa tela. Por isso vamos chamar para esse esforço
a produção independente, regional de todo Brasil. Ou
seja, vai ser uma soma que nos dará toda uma cara e uma voz
bastante características para o canal Brasil”, afirmou Orlando Senna.
Inicialmente, a TV Brasil vai transmitir quatro horas diárias de
programação independente e regional. No futuro, a idéia
é que 40% dos programas sejam independentes e 40%,
regionais. Orlando Senna destacou
que as produtoras vão ganhar um meio para transmitir seus programas. E que a programação regional
vai retratar a forma como os brasileiros vivem em todos os cantos do
país, as diferentes formas de expressão.
Parcerias com TVs
universitárias e educativas também estão
previstas, informou Franklin. Programas de entretenimento e infantis também devem fazer parte
da grade.
Em 2008, o orçamento
da TV Brasil será de R$ 350 milhões. De acordo com o
ministro Franklin Martins, hoje os
orçamentos da Radiobrás e da Acerp somam R$ 200 milhões.
Além de televisão, a
EBC vai englobar rádio e web. Será criado o
Sistema Brasil de Rádio, e a internet será
responsável pela interatividade entre os vários
veículos, "que é um conceito básico de
qualquer nova TV", comentou Senna.
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