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11 de Outubro de 2007 - 22h00 - Última modificação em 11 de Outubro de 2007 - 22h00


Empresa Brasil de Comunicação terá diferentes formas de financiamento

Alessandra Bastos
Repórter da Agência Brasil

 
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Marcello Casal Jr./ABr
Brasília - Orlando Senna, confirmado como diretor-geral da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o ministro Franklin Martins, da Secretaria de Comunicação Social, e Tereza Cruvinel, confirmada para assumir a presidência, falam sobre a criação da empresa
Brasília - Orlando Senna, confirmado como diretor-geral da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o ministro Franklin Martins, da Secretaria de Comunicação Social, e Tereza Cruvinel, confirmada para assumir a presidência, falam sobre a criação da empresa
Brasília - A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) terá diferentes formas de financiamento. Além do Orçamento Geral da União, os recursos virão de doações, publicidade institucional, exploração dos serviços de radiodifusão pública, prestação de serviços a entes públicos e privados e distribuição da publicidade legal (publicação de avisos, balanços, relatórios) de órgãos e entidades públicas federais.

De acordo com a Medida Provisória (MP) 398, publicada hoje (11) no Diário Oficial da União, a EBC será organizada sob a forma de sociedade anônima de capital fechado, representado por ações.

Em 2008, o orçamento previsto para a EBC será de R$ 350 milhões para suporte e operação dos serviços de radiodifusão pública. O patrimônio inicial será formado pela capitalização e incorporação de bens móveis e imóveis da Empresa Brasileira de Comunicação (Radiobrás) e da Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp).

As doações poderão ser feitas por pessoas e por empresas. "Os Estados Unidos têm TVs que se mantêm com doações. Não é muito a nossa cultura, mas eu gostaria de ser agradavelmente surpreendido", disse o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, em entrevista coletiva. De acordo com ele, o Brasil não irá importar um modelo específico de televisão pública: "Temos um modelo diferente. A BBC é uma referência, mas não será o nosso modelo".

Será permitida a publicidade institucional de entidades de direito público ou privado, voltada a programas, eventos e projetos de utilidade pública, de promoção da cidadania, de responsabilidade social ou ambiental. É vedada a veiculação de anúncios de produtos e serviços.

Empresas públicas e privadas poderão patrocinar ou apoiar programas, eventos e projetos. A MP prevê ainda parcerias e convênios com entidades nacionais e internacionais públicas ou privadas e co-produção de programas.

Também poderá ocorrer "a realização de patrocínios feitos por meio de leis de incentivo fiscal, como a Lei Rouanet", explicou o ministro Franklin Martins.


 


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