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Brasília - As 11 regiões
metropolitanas atendidas pelo Programa Nacional de Segurança
com Cidadania (Pronasci) também vão contar com redes de
atendimento a crianças e adolescentes em situação
de violência. A medida está no Programa Social Criança e
Adolescente que será lançado hoje (9) pelo governo
federal.
O Pronasci vai ser
implementado nas 11 regiões metropolitanas brasileiras
consideradas mais violentas: Belém, Belo Horizonte, Brasília
(Entorno), Curitiba, Maceió, Porto Alegre, Recife, Rio de
Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória.
Segundo a subsecretária
de Promoção dos Direitos da Criança e do
Adolescente da Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH),
Carmen de Oliveira, o projeto Bem-me-quer vai investir
na expansão de creches e pré-escolas. Ela explicou que
o Plano de Desenvolvimento da Educação já previa
aumento do número dessas instituições. “O que
conseguimos foi a priorização do MEC nessas regiões”. Carmen de Oliveira lembrou que cerca de 90% das crianças no Brasil não
têm acesso à educação infantil. Segundo a
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) de 2004, o
Brasil conta com 60 milhões de crianças e adolescentes.
Dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância
(Unicef) de 2006 mostram que 90% das crianças brasileiras com até
três anos de idade não freqüentam creche e, dos quatro aos
seis anos, apenas 55% estão na pré-escola.
A subsecretária explicou que a idéia é desenvolver nas escolas atividades culturais e
esportivas nos horários em que a criança não está na sala de aula. Outra medida é a capacitação
dos professores para identificar violações dos direitos
das crianças, como trabalho infantil e abuso sexual. A
capacitação será feita por universidades
conveniadas com o MEC. As crianças e
adolescentes com direitos violados terão acompanhamento
prioritário na rede de assistência social.
Também serão
fortalecidos os conselhos tutelares, que contarão com
computadores, fax e outros equipamentos. O programa prevê a regulamentação dos conselhos, por meio de projeto de
lei, que vai organizar e uniformizar os calendários de
eleições, determinar o uso de urnas eletrônicas e
estabelecer prova seletiva e um piso salarial para os conselheiros.
Atualmente, os conselheiros recebem de R$ 100 a
R$ 3 mil, por mês. Está prevista também a criação
de uma Escola de Conselho, em cada estado.
O Programa Social Criança e
Adolescente contará com um portal para
monitorar os projetos e indicadores de violação de
direitos.
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