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11 de Outubro de 2007 - 08h35 - Última modificação em 11 de Outubro de 2007 - 12h22


Apoio social garante retomada de combate a trabalho escravo, diz Lupi

Marcela Rebelo
Repórter da Agência Brasil

 
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Marcello Casal JR/ABr
Brasília - O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, fala a emissoras de rádio sobre números do Caged e retomada do combate ao trabalho escravo pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel
Brasília - O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, fala a emissoras de rádio sobre números do Caged e retomada do combate ao trabalho escravo pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel
Brasília - O endosso da sociedade civil sobre a atuação do Grupo Especial de Fiscalização Móvel no combate ao trabalho escravo deu garantias para os auditores fiscais retomarem suas atividades a partir da próxima segunda-feira (15).

A afirmação foi feita pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, em entrevista hoje (11) à Agência Brasil.

O trabalho do grupo está suspenso desde o último dia 22, sob o argumento de que haveria “interferências políticas” na atuação dos fiscais. A Comissão Temporária Externa do Senado teria desqualificado o trabalho do grupo em uma fazenda da empresa Pará Pastoril Agrícola (Pagrisa), situada no município de Ulianópolis, no Pará.

"Em alguns momentos, o questionamento com tanta veemência feito sobre o trabalho dos auditores os deixou inseguros quanto à pressão política no exercício da função do fiscal. Então, isso agora já está mais tranqüilo. Conseguimos organizar, a sociedade civil fez um endosso, um apoio muito forte em todo o Brasil, e isso deu as garantias que eles precisavam para voltar ao trabalho", afirmou Lupi.

O ministro ressaltou que o Grupo Especial de Fiscalização Móvel está fortalecido, inclusive no que se refere à possibilidade de outros questionamentos do Poder Legislativo. "O Senado é um poder independente, tem o direito de questionar, de fazer investigação. Estamos completamente tranqüilos e abertos a qualquer tipo de questionamento. Ele continua fazendo o seu trabalho e nós, através dos auditores fiscais, da área da inspeção e trabalho, vamos fazer o nosso", afirmou.

"Houve um recuo estratégico para arrumar a nossa equipe, para ter mais garantias, principalmente, na questão da segurança dos fiscais. Agora isso já foi conseguido e nós vamos retomar o nosso trabalho", completou Lupi.

De acordo com o ministro, agora o grupo está trabalhando com mais garantias dadas por outras instituições. "Fizemos um convênio com a Advocacia-Geral da União, fizemos contato com a Polícia Federal, tivemos todas as garantias não só do acompanhamento jurídico, legal, como também da garantia da Polícia Federal para integridade física dos auditores fiscais. Fizemos uma reunião ontem e já estão organizados para, a partir de segunda-feira, retomar seus trabalhos com todo o vigor e com toda a coerência".


 


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