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12 de Outubro de 2007 - 18h43 - Última modificação em 12 de Outubro de 2007 - 19h23


Para ganhador do Nobel, Brasil pode se destacar no combate ao aquecimento global

Juliana Cézar Nunes e Wellton Máximo*
Repórteres da Agência Brasil

 
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Brasília - Ganhador do Nobel da Paz, premiado com o ex-vice-presidente americano Al Gore, o presidente do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês), Rajendra Pachauri, afirmou que o Brasil pode assumir papel de liderança entre os países em desenvolvimento no combate ao aquecimento global.

A declaração foi dada em entrevista à Agência Brasil no último dia 24, na sede das Nações Unidas, em Nova York. Na ocasião, Pachauri apresentou o esboço de um relatório que será discutido em novembro, na Espanha. No documento, ele sugere ações para estabilizar as emissões de gases poluentes.

Segundo Pachauri, os brasileiros devem aprender a conciliar o desenvolvimento com o respeito ao meio ambiente. "O Brasil, assim como outros países, precisa crescer, mas deve fazer isso com sustentabilidade e mínimo impacto”, destacou.

O presidente do IPCC também afirmou que, apesar de a maior parte da energia do Brasil vir de fontes renováveis, o país precisa estimular outras maneiras para diminuir as emissões de gás carbônico. “Além de promover as energias alternativas, o Brasil necessita apostar no mercado de carbono”, completou.

O mercado de créditos de carbono é um mecanismo por meio do qual empresas de países ricos financiam projetos de desenvolvimento sustentável nos países em desenvolvimento. Em troca da redução de lançamento de gás carbônico na atmosfera, as empresas podem manter o nível de emissões nas nações de origem.

Além do IPCC, o ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore ganhou hoje (12) o Prêmio Nobel da Paz de 2007. “Seu forte compromisso, refletido na sua atividade política, suas conferências, filmes e livros, reforçaram a luta contra o aquecimento global”, disse o Comitê do Nobel da Paz em Oslo (Noruega).

Neste ano, Gore ganhou um Oscar pelo documentário Uma Verdade Inconveniente, sobre o aquecimento global. “Provavelmente, ele é o indivíduo que mais mais se esforçou para criar um entendimento mundial das medidas que precisam ser adotadas”, acrescentou o comitê do prêmio.

O IPCC foi premiado por duas décadas de investigações científicas que ajudaram a “criar um consenso cada vez mais informado sobre a conexão entre as atividades humanas e o aquecimento global”.

Membros do painel, que reúne cerca de 2 mil cientistas, declararam-se surpresos ao também terem sido escolhidos para compartilhar a honra com Gore. “Estaríamos felizes mesmo se apenas ele tivesse recebido o prêmio porque é um reconhecimento da importância do assunto”, disse a porta-voz do IPCC, Carola Traverso Saibante.

O Nobel da Paz concede um prêmio equivalente a 1,1 milhão de euros (R$ 2,8 milhões) ao ganhador. Por meio de nota oficial, Al Gore afirmou sentir-se profundamente honrado pelo prêmio. “Enfrentamos uma emergência planetária. A crise climática não é uma questão política, mas um problema moral e espiritual”, afirma o texto.

Para Gore, compartilhar o Nobel com o IPCC aumenta ainda mais a importância do prêmio. Ele também declarou que o prêmio representa uma “grande oportunidade para elevar a consciência global a um nível superior”.



*com informações da Agência Télam
 

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