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13 de Outubro de 2007 - 10h29 -
Última modificação
em 13 de Outubro de 2007 - 20h28
Jobim visita postos da fronteira na Amazônia para elaborar plano de defesa nacional
Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil
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Antonio Cruz/ABr
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Maturacá (AM) - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, durante visita às instalações de fronteira do Exército na comunidade de Maturacá no município de São Gabriel da Cachoeira. Jobim pretende visitar em sete dias cada um dos postos de fronteira com a Venezuela, Colômbia, Peru e Bolívia, para fazer um plano de atualização e de modernização das instalações
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São Gabriel da Cachoeira (Amazonas) - O ministro da Defesa, Nelson Jobim,
iniciou ontem (12) uma visita aos postos fronteiriços do Comando
Militar da Amazônia (CMA). A viagem servirá de subsídio à
elaboração de um plano estratégico de defesa
nacional.
"A partir da visita, vamos
estabelecer um plano estratégico, a fim de fazer com que a
Amazônia esteja inserida no processo de desenvolvimento, junto
ao plano de defesa", afirmou Jobim, no primeiro dos sete
dias em que ele percorrerá a região, visitando 20
localidades.
Nos três primeiros dias, a
convite de Jobim, também integram o grupo a ministra da Casa
Civil, Dilma Roussef, o secretário-executivo do Ministério
Fazenda, Nelson Machado, e cinco ministros do Superior Tribunal de
Justiça (STJ).
Segundo o ministro Jobim, uma das
razões da viagem é "fazer uma análise in
loco" da real situação da região. "A
Amazônia é um dos elementos importantes do plano
estratégico de defesa nacional que o presidente [Luiz
Inácio Lula da Silva] determinou [que seja criado]".
O ministro da Defesa adiantou que o
plano deverá ser concluído até setembro do
próximo ano. "No entanto, haverá medidas
intercorrentes no sentido que formos percebendo [a necessidade].
Estamos fazendo um levantamento global e já nos reunimos com
cada uma das Forças Armadas, isoladamente, para definir as
suas necessidades, as tarefas e os objetivos a serem desenvolvidos e
os equipamentos que forem ajustados", informou.
Ele defendeu a soberania do país
sobre a Amazônia. "Nós é que vamos cuidar da
Amazônia. Embora seja uma questão mundial, quem decide a
forma de condução da floresta são os
brasileiros. Não precisamos de recomendações. Os
brasileiros sabem cuidar do que é seu", afirmou.
O ministro também chamou a
atenção para a importância do país
compreender que os povos indígenas integram o Brasil e que
"embora de etnias distintas, também são
brasileiros".
Jobim não descartou a
necessidade de uma revisão dos atuais critérios de
fiscalização das reservas indígenas. "Eu
acho que há uma confusão muito grande. Lembrem-se que
terras indígenas, mesmo em região de fronteira, estão
sujeitas às regras [de fiscalização]
fronteiriças. Não há que se pensar que terra
indígena seja distinta do território nacional. É
um elemento nacional, tanto que é de propriedade da União.
De usufruto exclusivo das tribos indígenas, mas que tem de ser
tratada como terra da União".
Perguntado
sobre a atuação de organizações
não-governamentais (ONGs) na região, Jobim disse que é
necessário examinar a questão. "Precisamos
examinar. Temos de ter ONGs de toda a natureza. Ou seja, aquelas que
colaboram efetivamente com o Estado e aquelas que eventualmente
pretendem fazer outras coisas. Nós vamos levantar tudo".
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