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14 de Outubro de 2007 - 10h56 - Última modificação em 14 de Outubro de 2007 - 16h05


Militares pedem mais recursos a ministros que visitam pelotões de fronteira

Alex Rodrigues
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Antonio Cruz/ABr
Querari (AM) - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, observa a fronteira do Brasil com a Colômbia de dentro de casamata durante visita ao 2º Pelotão Especial de Fronteira
Querari (AM) - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, observa a fronteira do Brasil com a Colômbia de dentro de casamata durante visita ao 2º Pelotão Especial de Fronteira
São Gabriel da Cachoeira (Amazonas) - A comitiva que desde sexta-feira (12) acompanha o ministro da Defesa, Nelson Jobim, nas visitas aos postos militares fronteiriços do Comando Militar da Amazônia (CMA), esteve ontem (13) nos pelotões de Yauaretê e de Querari, no Amazonas. Os militares pediram mais recursos para desenvolver programas e obras nos pelotões e nas comunidades.

O Comando Militar da Amazônia reúne militares do Exército, Aeronáutica e Marinha, que fiscalizam mais de 11 mil quilômetros de fronteiras com sete países sul-americanos. Na primeira parada do roteiro, Yauaretê, a comitiva conheceu as instalações do 1º Pelotão Especial de Fronteira (PEF).

No local, a poucos metros da fronteira com a Colômbia, vivem cerca de 50 militares e seis mil civis, atendidos exclusivamente pelos dois médicos militares do pelotão. Na área, há indígenas das etnias Piratapuia, Tucano, Tariano, Cubeo, Guanano, Dessano, Tuyuca, Arapaço e Rúpda.

Ao levar o grupo ministerial para ver as obras de ampliação da pista de pouso do 1º Pelotão Especial de Fronteira, os militares defenderam que haja garantia para o investimento. A pista, que hoje tem 1.640 metros, vai ganhar mais 400 metros, a fim de receber aeronaves de maior porte, o que permitirá a criação de um centro de apoio logístico à população, já que todo o mantimento e medicamento que abastece a tropa e a comunidade chegam em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB).

O comandante do 7º Comando Aéreo Regional (Comar), major-brigadeiro José Eduardo Xavier, resumiu para o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Machado, a importância da obra: "A questão não é se vai ou não vai ficar caro. Esta é uma obra que tem de ser feita". O brigadeiro Xavier estima que, se houver recursos, o serviço estará concluído dentro de dois anos, realizado por pessoal contratado temporariamente pelo Comar.

Integram a comitiva que inspeciona os postos de fronteira, além do ministro Nelson Jobim, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Machado, e os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Teori Albino Zavascki, Gilson Dipp, Antônio Herman Benjamim, Francisco César Rocha e Ari Pargendle.

Ainda ontem eles seguiram para Querari, onde conheceram o 2º Pelotão Especial de Fronteira. Construída em 1988, a base fica à margem do Rio Uaupes, que separa o território brasileiro da Colômbia. De acordo com o Comando Militar da Amazônia, o número de militares do pelotão chega a 50.

Por causa da chuva, a visita ao 6º Pelotão Especial de Fronteira, em Pari-Cachoeira, foi cancelada. Neste domingo, sem a presença de Dilma Roussef, que viajou para o Rio de Janeiro, a comitiva visitará os pelotões de Vila Bittencourt e de Ipiranga. Depois, segue para Tabatinga, onde os ministros vão conhecer a unidade da capitania fluvial e o Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta).


 


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