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14 de Outubro de 2007 - 12h03 -
Última modificação
em 14 de Outubro de 2007 - 16h08
Comunidade indígena reivindica saúde e energia na fronteira com a Colômbia
Alex Rodrigues
Enviado especial
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Antonio Cruz/ABr
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Querari (AM) - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, e comitiva de autoridades que visitam postos de fronteira da Amazônia deixam a comunidade Querari, em São Gabriel da Cachoeira, próxima a divisa com a Colômbia
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São Gabriel da Cachoeira (Amazonas) - Uma comitiva liderada pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, inspeciona desde sexta-feira (12) os postos militares na fronteira amazônica. Em visita ao 2º Pelotão Especial de
Fronteira (PEF), à margem do Rio Uaupes, que
separa o território brasileiro da Colômbia, Jobim e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, receberam uma lista de reivindicações das comunidades indígenas da região.
Gestor da escola local, Geraldo Lozano Marques,
diz que o número de indígenas na comunidade à margem do Rio Uapes chega a quase 300, variando conforme a época do
ano. Só na escola, são 130 crianças. Segundo ele, além de pedir
que seja construído um posto de saúde no local, os
indígenas também reivindicam que a Companhia Energética
do Amazonas (Ceam) instale uma usina a diesel.
"É um grande milagre para a gente ver estas
autoridades aqui. Eu
acho muito bom que eles tenham vindo ver as nossas dificuldades e
espero que eles reconheçam a nós que vivemos aqui", destacou Marques.
De acordo com a ministra Dilma Rousseff, o governo já
está encaminhando "medidas práticas" para resolver a
questão energética. "A Eletrobrás, a Eletronorte, a Ceam e a Manaus
Energia desenvolvem o programa Luz para Todos. Só que o
programa tem tempos diversos. Isso nunca foi escondido. O processo de
interligação nas regiões mais distantes é
mais demorado porque requer soluções diversas das
tradicionais", afirmou Dilma.
Ao
reconhecer os problemas logísticos criados pelas enormes
distâncias e a dificuldade de transportar o óleo diesel
em épocas de seca, quando os rios não são
navegáveis, a ministra disse que será preciso
"criatividade" para encontrar uma solução. "Acredito
que é preciso combinar várias alternativas e diminuir a
dependência de uma única fonte, combinando energia
eólica [do vento] com térmica, e vendo se é
possível um mínimo de queima da biomassa do manejo da
madeira."
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