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Cruzeiro do Sul (AC) - Após passar por
mais uma etapa de sua viagem a postos militares fronteiriços do
Comando Militar da Amazônia (CMA), o ministro da Defesa, Nelson
Jobim, identificou escassez de profissionais no atendimento à
saúde.
“Em Tabatinga e em
Palmeiras do Javari [no Amazonas] constatamos um problema
básico, que é a falta de pessoal de saúde”,
disse hoje (15), ressalvando: “Observamos que as enfermarias e os postos de
saúde estavam completos."
É o quarto dia da
viagem do ministro e de outras autoridades à Amazônia.
Na maior parte dos locais visitados, o atendimento à população
é feito por médicos militares, que servem durante dois
anos em cada local. O ministro também comentou a situação
dos profissionais civis de saúde como parte da solução.
“Temos que pensar como fazer para termos médicos e
enfermeiros nestas regiões do país. Talvez pudéssemos
pensar numa forma de os que se formam em universidades públicas
recompensarem o Estado e a nação brasileira prestando
serviços nesses locais.” Jobim disse que vai procurar pôr
o assunto em discussão.
Ele passou a noite em Tabatinga
(AM), na fronteira com Colômbia e Peru. Visitou o 1º
Pelotão Especial de Fronteira na comunidade de Palmeiras de
Javari. Seguiu viagem para Cruzeiro do Sul (AC), onde falou à
imprensa nesta tarde.
A bordo de helicópteros, ele e a
comitiva se dirigiram ao Destacamento de Marechal Taumaturgo, onde
fica o 71º Batalhão Especial de Infantaria de Selva.
Os ministros do
Superior Tribunal de Justiça (STJ) que estavam na comitiva
retornaram ontem a Brasília.
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