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15 de Outubro de 2007 - 06h02 - Última modificação em 15 de Outubro de 2007 - 06h02


Comandante da Aeronáutica diz que helicóptero venezuelano apenas sobrevoou território brasileiro

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, negou nesse domingo (14) que militares venezuelanos tenham pousado sem autorização em território brasileiro. Segundo ele, a Aeronáutica já apurou a denúncia de que, em julho deste ano, um helicóptero militar venezuelano tenha pousado na aldeia de Xitei, no norte de Roraima.

De acordo com Saito, o helicóptero teria apenas sobrevoado o território brasileiro, fato considerado comum quando comunicado à Força Aérea Brasileira (FAB). "Já fizemos uma investigação e constatamos que o helicóptero apenas sobrevoou a área, mas não pousou".

Segundo o brigadeiro, "a passagem e não a invasão" no espaço nacional seria normal, já que, em algumas localidades, as rotas aéreas cruzam territórios de países vizinhos. "Eles [os aviões] cortam caminho e acabam entrando em nosso território". Por essas condições, os governos brasileiro e venezuelano estão firmando um acordo a fim de permitir que as aeronaves possam voar em linha reta.

Saito negou que os acidentes com o Boeing da Gol, em setembro de 2006, e com o Airbus A320 da TAM, em julho deste ano, sejam reflexos da insegurança do sistema brasileiro de aviação. "Eu não vejo estes dois acidentes como uma questão de insegurança. Eles aconteceram por causa de uma série de fatores contribuintes. Não acho que isso tenha ocorrido devido à insegurança do sistema", disse o brigadeiro, evitando detalhar as possíveis causas. "Vamos aguardar o relatório do Cenipa [o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos], que está para sair e que vai dizer exatamente o que aconteceu".

Ao lado do comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, e do comandante interino da Marinha, almirante Júlio Saboya Jorge, Saito acompanha o ministro da Defesa, Nelson Jobim, o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Machado, e cinco ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que, desde a última sexta-feira (12), visitam pelotões do Comando Militar da Amazônia, responsáveis por proteger mais de 11 mil quilômetros de fronteiras brasileiras com sete países sul-americanos.

A viagem prossegue até quinta-feira (18).


 


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