



|
Antonio Cruz/ABr
| |
Palmeiras do Javari (AM) - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, dá entrevista após sobrevoar localidade isolada na selva amazônica, na fronteira com o Peru
|
Cruzeiro do Sul (AC) - A prorrogação
da missão de paz no Haiti, comandada pelo Brasil, já
era esperada. A afirmação é do ministro da
Defesa, Nelson Jobim, que continua sua visita a áreas de
fronteira na Amazônia.
“Verificamos claramente que, se
o mandato existente não fosse prorrogado, as coisas voltariam
à situação anterior”, comentou hoje (16) à Agência Brasil.
Segundo ele, o que será discutido agora é uma
eventual mudança no perfil das tropas, com possibilidade de
reduzir as infantarias e aumentar o batalhão de engenharia. De
acordo com o ministro, não está descartada a hipótese
de manter ou até aumentar o contingente brasileiro total da
Missão de Estabilização das Nações
Unidas no Haiti (Minustah).
“Para isso,
precisaríamos de autorização do Congresso
Nacional”, observou. “Creio que, se isso for necessário,
terei condição de negociar tranqüilamente com os
parlamentares.”
Jobim se disse favorável a um aumento
do efetivo do grupo de engenharia: “Não tenho dúvida
nenhuma de que isso é necessário para atender às
necessidades de infra-estrutura do país. Temos uma experiência
incrível nesse sentido e podemos colaborar.” Proposta
nessa linha foi apresentada em setembro por representantes de
nove países sul-americanos que integram a Minustah.
Hoje, por falta de teto
para decolagens, houve atraso nas atividades da comitiva liderada
pelo ministro na Amazônia. Estão programadas visitas ao
1º Pelotão Especial de Fronteira, na comunidade Santa
Rosa de Purus; ao 2º Pelotão Especial de Fronteira, em
Assis Brasil; e ao 2º Comando Especial de Fronteira, em
Epitaciolândia. Dali, as autoridades e jornalistas seguem para
Rio Branco, onde devem visitar o 4º Batalhão de
Infantaria de Selva.
|
|