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17 de Outubro de 2007 - 22h43 -
Última modificação
em 17 de Outubro de 2007 - 22h42
Ministério da Cultura premia ações de preservação do patrimônio
Tatiana Matos
Da Agência Brasil
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Marcello Casal Jr./ABr
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Brasília - O ministro da Cultura, Gilberto Gil, participa da cerimônia de entrega da 20ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade. O concurso visa a reconhecer ações de proteção, preservação e divulgação do patrimônio cultural brasileiro
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Brasília - O prêmio Rodrigo
Melo Franco de Andrade chega a sua 20ª edição, no
ano em que o Instituto do Patrimônio Histórico e
Artístico Nacional (Iphan) comemora 70 anos de criação.
Para celebrar essas datas, a premiação foi realizada
hoje (17) no Teatro Nacional, reconhecendo ações da
sociedade civil que contribuem para a preservação,
proteção e divulgação do patrimônio
cultural brasileiro.
“Preservar esse patrimônio é responsabilidade de
todo o povo brasileiro, do Estado e da sociedade civil”, segundo o
presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida.
Para o ministro da
Cultura, Gilberto Gil, que abriu a solenidade, além de "homenagear um dos grandes nomes da vida cultural brasileira", o prêmio é "uma maneira de estimular,
de reconhecer e de identificar as atuações de
excelência nos vários campos culturais do país”.
Dos 232 trabalhos inscritos, foram selecionados sete, um por categoria: apoio institucional e/ou
financeiro, divulgação, educação
patrimonial, pesquisa e inventário de acervos, preservação
de bens móveis e imóveis, proteção do
patrimônio natural e arqueológico, e salvaguarda de bens
de natureza imaterial.
O presidente da organização não-governamental
(ONG) Sociedade dos Amigos de Pirenópolis (GO), José Reis, que recebeu o prêmio na categoria
preservação de bens móveis e imóveis, com
a obra de restauração da Igreja Matriz de Nossa Senhora
do Rosário, destacou a “importância do
prêmio e a valorização de uma ONG tão
pequena como a nossa".
Outra ONG, o Movimento de Vanguarda da Cultura Icoaraci, de Belém (PA), foi premiada na categoria salvaguarda de bens de natureza imaterial, pela produção do vídeo-documentário Brincadeira de Mestre e pela publicação do livro Mestres da Cultura. “Concorrer e ganhar fortalece o nosso trabalho e nós nos sentimos reconhecidos e com mais força para continuar lutando pela preservação desse patrimônio", disse Auda Piani Tavares, que representou a ONG.
Os outros premiados foram: Programa Escola
de Artes Moinho Cultural Sul-Americano, que utiliza a dança, a música e
a gastronomia como instrumentos para a construção do exercício da
cidadania, do Instituto Homem Pantaneiro, de Mato Grosso do Sul, na categoria apoio institucional e/ou financeiro; Associação Amigos do Museu do Ceará, um espaço de educação e divulgação da história, da memória e do patrimônio cultural cearense, na categoria divulgação; o projeto de Atendimento Educativo que atende às escolas vizinhas aos sítios arqueológicos localizados nas áreas urbanas, do Museu Arqueológico de Sambaqui, da Fundação Cultural de Joinville (SC), na categoria educação patrimonial; Diretrizes
para a Área de Especial Interesse Cultural Sítio Charqueador Pelotense,
para o resgate da memória das charqueadas na cidade de Pelotas (RS) e de
integração dos remanescentes do sítio ao ordenamento do município, por Ester Judite Bendjouya, na categoria pesquisa e inventário de acervos; e a Universidade Regional do Cariri, no Ceará, pelo GeoPark Araripe, que promove a proteção e a preservação da memória da terra e da evolução da vida, na categoria proteção do patrimônio natural e arqueológico.
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