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17 de Outubro de 2007 - 21h24 - Última modificação em 17 de Outubro de 2007 - 21h24


Operação policial deixa mais 12 mortos no Rio e deputado critica recorde no ano

Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - Doze mortos, cinco feridos e doze presos. Doze armas, quatro granadas, munição, 12 tabletes de maconha e papelotes de cocaína apreendidos. Este foi o resultado de uma operação da Polícia Civil que mobilizou cerca de 400 homens hoje (17), nas favelas da Coréia e do Taquaral, em Senador Camará, zona Oeste da cidade.

Entre os mortos estão Jorge Kauã Silva de Lacerda, de 4 anos, o policial civil Sérgio da Silva Coelho e dez homens que seriam ligados ao tráfico de drogas na região, segundo a polícia. Entre os feridos, o delegado Rodrigo Oliveira, que comanda a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), considerado o grupo de elite da Polícia Civil. Os policiais tiveram o apoio de um helicóptero e um carro blindado na operação.

O secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, defendeu a ação e disse que as mortes aconteceram devido à forma como os traficantes enfrentam a polícia. “Mesmo com todo o cuidado possível, vidas são sacrificadas em função da capacidade de reação e da maneira inconseqüente e irresponsável com que os criminosos enfrentam a polícia e procuram proteger o arsenal que está sob o poder deles", afirmou.

Já o deputado estadual Marcelo Freixo (P-SOL), da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), criticou o resultado da operação, que considerou fruto de uma política de segurança errada: “Não é indício de construção de uma política de segurança pública a realização de operações policiais que levam à morte dezenas de pessoas. O Rio de Janeiro já foi palco de uma ação semelhante, em junho, no Complexo do Alemão [quando morreram 19 pessoas acusadas de tráfico de drogas], e qual foi a mudança concreta nas ruas da cidade, nos índices de criminalidade?”

Segundo Freixo, o governo do Rio erra ao insistir em uma lógica de guerra: “Isso faz com que a polícia carioca seja a que mais mata e a que mais morre. E o que isso representa em termos de segurança para o conjunto da sociedade? Absolutamente, nada”.  Ele lembrou que nos sete primeiros meses do ano foram 680 os mortos em confrontos com a polícia, "um recorde". E comentou: "Nunca a polícia do Rio matou tanto. Mais uma vez se insiste em fazer com que as favelas sejam palco de guerra e o único braço do Estado presente é o da segurança pública”.

O deputado disse que vai propor a convocação do secretário Beltrame, pela Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Alerj, para explicar em audiência pública a política de segurança adotada no estado.



 


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