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18 de Outubro de 2007 - 23h42 - Última modificação em 18 de Outubro de 2007 - 23h42


Mantega defende criação de instituições que financiem desenvolvimento de países emergentes

Karla Wathier
Repórter da TV Nacional

 
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Washington (EUA) - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu hoje (18) a criação de novas instituições para financiar o desenvolvimento dos países emergentes e, assim, reduzir a dependência de organizações como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial.

Ele citou como exemplo o Banco do Sul, que está em fase de elaboração do estatuto. A idéia foi proposta pela Venezuela e pela Argentina, em fevereiro desde ano. Segundo Mantega, o Banco do Sul estará mais próximo dos interesses dos países
da América Latina do que qualquer outra instituição multilateral.

“Não há nenhum conflito em mantermos as instituições que temos hoje e de que continuaremos a desfrutar quando for conveniente, mas também nada impede que tenhamos instituições que possam estar mais próximas dos nossos interesses, mais sintonizadas com as necessidades dos nossos países”, afirmou.

O ministro destacou a necessidade de os países em desenvolvimento terem mais poder de voto nas decisões de instituições financeiras como o  FMI e o Banco Mundial. “A rigor, nós não controlamos nenhuma dessas instituições financeiras. Nem o BID, nem o Banco Mundial, nem o Fundo Monetário Internacional. Nós estamos aqui numa briga de foice para tentar elevar a participação acionária do Brasil [no FMI]), de modo que o Brasil tenha um peso político maior, mas é uma briga grande para sair de 1,4% para, sei lá, 2%, 2,1%", disse.

O ministro Guido Mantega está em Washington para participar da reunião anual do FMI e do Banco Mundial. Hoje ele se reuniu com o diretor-gerente do FMI, Rodrigo de Rato, que deixa o cargo no final deste mês, e com o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick.

 


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