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Curitiba - O secretário executivo do Programa Nacional de Segurança
Pública com Cidadania (Pronasci), Ronaldo Teixeira da
Silva, apresentou hoje (18) aos governadores Roberto Requião (PR), Yeda Crusius
(RS), André Puccinelli (MS) e Luiz Henrique da Silveira (SC), durante reunião
do Codesul (Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul), detalhes do programa do governo federal para enfrentamento
da criminalidade.
O
índice de homicídios no Brasil
é atualmente de 29,6% por 100 mil habitantes. No
Paraná, é de 33,8% e se
for levado em conta o jovem de 15 a 29 anos, esse índice salta, na
região metropolitana de Curitiba, para 63% por 100 mil habitantes. “Esses índices preocupam e levaram o governo a
elaborar programas de segurança pública aliados a projetos sociais, que
articulam a repressão qualificada com ações de prevenção para inibir o crime”, disse o secretário.
O Pronasci, explicou, traz ações estruturais e programas locais
como a modernização das instituições de segurança pública e do sistema
prisional. Onze regiões inicialmente indicadas recebem oficinas onde o programa é apresentado. O ministro da Justiça já assinou convênios com o Rio Grande do Sul, o Rio de Janeiro e a Bahia.
Os governadores de Mato Grosso do Sul e de Santa Catarina reivindicaram a inserção no
Pronasci e o secretário explicou que as 11 regiões inicialmente indicadas são as que têm os mais altos índices de violência, mas “nenhum estado está fora dos 94 projetos e ações – vamos ver quais são os peculiares a cada região e os que forem pertinentes serão implementados".
O secretário informou que para os próximos quatro anos o programa prevê investimento de R$ 6,7 bilhões. E destacou a necessidade de "tirar
da agenda política as questões de segurança pública e torná-las agenda de
Estado". Segundo ele, "não bastam apenas mais empregos, educação e ação social – no estágio de violência em que nos encontramos, temos que aliar esse procedimento à necessidade de mais armamentos e mais presídios".
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