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Brasília - Senadores da região Norte começam a avaliar os efeitos da portaria do Ministério da Defesa que define diretrizes para padronizar e limitar o número de emendas parlamentares ao Programa Calha Norte. A portaria tem efeito para as emendas parlamentares a serem apresentadas no próximo ano.
O texto é visto com bons olhos
pelo Senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), desde que não haja um rompimento
político entre congressistas e gestores do programa. “Penso que o ministro
Jobim deveria promover uma reunião com todos os parlamentares da região e
propor uma união em torno de interesses comuns. Seria mais eficiente do que
esticar a corda”, opinou o senador tucano.
O
senador Sibá Machado (PT-AC)
avalia que o ministro Jobim poderia ter conversado com as bancadas
antes de
assinar a portaria. Ele admite que o
fracionamento das emendas parlamentares, através das chamadas
“rachadinhas”, pode criar distorções. Estas emendas são usadas pelos
parlamentares para "vincular diretamente" obras aos seus nomes.
Entretanto, conforme acordo já firmado
entre o governo e líderes do Congresso, essas emendas
não serão mais usadas dessa forma.
Sibá teme uma perda de recursos do Calha Norte.
“Os prefeitos gostam de trabalhar com o programa pela agilidade na execução.
Mas se for criar muita dificuldade, o parlamentar, naturalmente, vai se sentir
desestimulado a destinar recursos e vai procurar outros programas onde haja
melhor possibilidade de execução”, disse o senador petista à Agência Brasil.
A portaria normativa publicada
pelo Ministério da Defesa deixa claro que os recursos do programa só poderão ser liberados se forem destinados a obras de infra-estrutura, com
a finalidade de gerar renda e emprego. Para a área social serão aceitas
sugestões para implantação e ampliação do sistema de abastecimento de água,
coleta e tratamento de esgotos.
Quem quiser apresentar emendas ao
orçamento federal anual do Calha Norte, deve fazê-lo até o dia 31 de agosto
do ano anterior, por meio do preenchimento de um termo de notificação a ser
encaminhado ao Ministério da Defesa. A proposta terá de ser avaliada pelo
Departamento de Política e Estratégia e pela gerência do programa para que seja
aprovada.
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